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Seminário ‘Brasil Orgânico e Sustentável’ debate o futuro do setor no Brasil

21/11/2012

Dick Thompson, proprietário do Sítio do Moinho, Roberto Leite, vice-presidente da ABRASOS, e Alexandre Borges, presidente da ABRASOS e da Mãe Terra no evento que aconteceu na sede da SNA

A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), por meio do projeto Centro de Inteligência em Orgânicos e numa parceria com o Planeta Orgânico realizaram, no dia 19 de novembro, o seminário “Brasil Orgânico e Sustentável/ Rio de Janeiro – Impactos da Política Nacional de Agroecologia”. O evento também contou com o apoio do Sebrae. O debate começou com a apresentação da campanha que promoverá a inserção de produtos orgânicos e sustentáveis na Copa de 2014 em restaurantes, pousadas, hotéis e no varejo.

Alexandre Borges, presidente da ABRASOS  – Associação Brasil Orgânico e Sustentável – e da Mãe Terra, falo  sobre a importância de se criar um movimento para alavancar ainda mais o setor com o Núcleo Temático Copa Orgânica e Sustentável. “Queremos trabalhar as grandes questões, criar uma faísca que ajude a dar maior visibilidade para o setor. O mais difícil é convencer o consumidor a pagar um pouco mais caro para ter um produto infinitamente mais saudável. Mas temos chance de mudar esse quadro”, disse ele, que enfatizou a campanha realizada em parceria com o governo federal.

Já o presidente da SNA, Antonio Alvarenga, destacou o Brasil como peça fundamental no crescimento do mercado orgânico. “Cabe ao nosso país trabalhar a questão da segurança alimentar. O agronegócio precisa ganhar marca e certificação, além de agregar valor ao produto. Dessa forma, com certeza, teremos uma influência significativa em relação aos próximos eventos esportivos”, definiu.

Para Roberto Leite, membro do conselho de administração da APRORIO, o momento é propício para a valorização da produção regional e artesanal. “Antes, havia uma preocupação maior com a estrutura. Hoje, a qualidade do produto está em foco, o que realmente faz toda a diferença para promover um mercado justo e apto para um crescimento contínuo”, explicou.

Desafios

De acordo com a coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos da SNA, Sylvia Wachsner, o resultado do mapeamento do trabalho feito pelo CI Orgânicos indica que ainda existem muitos desafios para o setor. “Começa a vigorar, a partir de 2013, a lei que exige que todas as sementes devam ser orgânicas. A questão é: não existem sementes do tipo. Logo, as autoridades devem estender esse período ou modificar essa lei, pois estamos no fim de novembro”, avisou a coordenadora.

Segundo Sylvia, outros problemas devem ser sanados a fim de que a velocidade exigida para uma Copa orgânica seja atingida. “Os ministérios envolvidos devem andar juntos. A questão das sementes também deve ser resolvida, pois ainda não foram regulamentadas”.

Outro ponto abordado pela coordenadora foi a falta de conhecimento e tecnologia: “Os técnicos ainda entendem muito pouco sobre os procedimentos agroecológicos”, assinalou, acrescentando que é essencial encarar a realidade de frente. “Todos os envolvidos têm de colocar os pés no chão e se preparar. O consumidor precisa compreender melhor o setor e, para isso, ainda falta escala”.

Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura

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