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“Crise? Onde?”, perguntam produtores orgânicos alemães

14/02/2013

Por Sylvia Wachsner

Foto: OrganicsNet

Calcula-se em torno de  7 bilhões de euros o valor dos negócios realizados em 2012 com alimentos orgânicos, na Alemanha,  de acordo com notícias veiculadas no país. Assim os “bio”, como são chamados os produtos orgânicos, crescem a uma taxa anual de 6%,  representando mais um instrumento dessa pujante orquestra sinfônica, que é a economia alemã. A venda, desde feiras municipais, varejos especializados, até grandes supermercados, de hortigranjeiros e laticínios orgânicos, concorrem em preços e qualidade com seus equivalentes convencionais.

Com esses antecedentes inaugurou-se a Biofach, a maior feira especializada de produtos orgânicos em Nuremberg, Alemanha, refletindo desde o primeiro dia que a economia alemã está bem, obrigada, contrastando com os espaços reduzidos apresentados por diversos países como Espanha, Itália e Grécia. Reduzida, foi o que observei no primeiro dia da feira. Diversas empresas de reconhecidas marcas internacionais ocupando menos espaço, países com estandes menores, e algumas salas fechadas.  A sala de vinhos, oásis dos enólogos, compradores e dos que, ao passo, dávamos uma provadinha, encolheu em torno de 50% e ficou quase vizinha ao espaço brasileiro.

E falando do Brasil, ocupando um espaço menor, um punhado de empresas consolidadas e que já exportam, marcam presença, notando-se ausência das associações e cooperativas de agricultura familiar, que timidamente molhavam os dedos nos seus primeiros passos no mercado internacional.

As impressões do primeiro dia permitem questionar até quando as empresas continuarão investindo caro em feiras institucionais tão grandes, uma vez captado mercado e consolidada a marca. No caso dos europeus, o investimento menor dos países ao alugar estandes reflete a atual realidade econômica, continuando  a Alemanha a empurrar o trem da comunidade.

O caso brasileiro é diferente. Contamos com um  mercado interno que permite o crescimento de pequenos produtores e agricultores familiares, que ao contar com uma produção consolidada e sustentável de alimentos de qualidade, poderiam em inglês, alemão e até português, conquistar espaço no mercado internacional.

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