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Cultivo agroecológico aumenta renda de cafeicultores

11/09/2013
Foto: Agrosoft

Foto: Agrosoft

A mudança do cultivo tradicional de café para o orgânico e/ou sistema ecológico está fazendo diferença no bolso dos agricultores. Além de preservar o meio ambiente, os produtores estão experimentando a confortável sensação de melhorar a qualidade de vida da família.

Em 2000, o cafeicultor Jésus Lopes aceitou o desafio de plantar café orgânico no sítio Pedra Redonda, que fica em Araponga, a 260 quilômetros da capital Belo Horizonte. De lá pra cá, a renda que era de apenas um salário mínimo passou para R$ 4 mil, o equivalente a seis salários. Jésus já sabe o que é progresso. “Comprei mais terra, um microtrator. Faço cursos de qualidade, participo de concursos e há 10 anos exporto café por meio de uma cooperativa do sul de Minas”, conta. Os 1.300 pés, hoje são quase 20 mil.

Jésus e outros cafeicultores da região foram incentivados pelos pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Paulo César de LimaWaldênia de Melo Moura. Um projeto iniciado em 1998 por eles propõe a adoção do café orgânico ou do cultivo agroecológico, que emprega tecnologias sustentáveis de produção, optando ou não pela certificação como produto orgânico.

A diferença dessa pesquisa é que para aderir à novidade, a proposta é um sistema interativo: os agricultores são capacitados desde a formação de mudas até o plantio, condução da lavoura e na colheita e pós-colheita.

A tecnologia é desenvolvida de forma participativa, a partir do conhecimento tradicional dos agricultores, e conta com outras instituições parceiras da Epamig, como o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM) e vários sindicatos e associações de trabalhadores rurais.

O sistema agroecológico além de auxiliar na preservação ambiental reduz a aplicação de insumos industrializados, e com isso diminui também o custo de produção. Segundo a pesquisadora Waldênia Moura, o agricultor familiar que opta pelo sistema, toma mais cuidado nas práticas de colheita e pós-colheita. “As famílias se dedicam às práticas de colheita (seletiva), lavagem (sistemas simples) e de secagem dos frutos nos terreiros (várias reviradas por dia) para garantir bebida de boa qualidade”, destaca.

O sistema já está presente em municípios da Zona da Mata de Minas (Araponga, Eugenópolis, Tombos, Espera Feliz, Pedra Dourada, Divino, Carangola, Ervália, Rio Pomba e Visconde do Rio Branco), do Sul de Minas (Heliodora, Santo Antônio do Amparo, Nova Resende e Jacuí) e em dois municípios do estado de Goiás (Alto Paraíso de Goiás e São João DAliança).

Por meio dessa interação com os produtores rurais, os pesquisadores desenvolveram metodologias para a avaliação da qualidade do solo e das lavouras, avaliaram 36 cultivares e selecionaram as mais adequadas às condições de cada região dentro da Zona da Mata, além de aprimoraram tecnologias para a obtenção de mudas de qualidade e métodos de adubação para diferentes sistemas produtivos.

Paulo e Waldênia se orgulham de perceber que, por meio da pesquisa, estão mudando a realidade dos agricultores familiares. “Esses agricultores comumente ganham concursos de qualidade regional e estadual e vendem seu produto em mercados diferenciados”, explica Paulo.

“Os produtores atendidos pelo projeto passaram a negociar o café que produzem. Eles se livraram dos atravessadores e hoje conseguem renda até quatro vezes maior, o que me deixa gratificado”, completa Waldênia.

Fonte: Agência Minas

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