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Certificação

Conversão Orgânica no Rio de Janeiro

10/01/2014

Cerca de 200 agricultores familiares do Noroeste Fluminense estão em processo de transição do modo produtivo convencional para o agroecológico. Destes, 84 vão obter a certificação de produtores orgânicos, junto ao Ministério da Agricultura, através do sistema OCS (Organização de Controle Social). A certificação, sem custos para o agricultor, é resultado das ações desenvolvidas pela Rede de Pesquisa, Inovações, Tecnologias e Serviços Sustentáveis em Microbacias Hidrográficas, criada pela Secretaria de Agricultura, através de trabalho conjunto do Rio Rural, Pesagro-Rio, Emater-Rio, Embrapa, Sebrae-RJ e outros parceiros.

A expectativa dos técnicos que integram a Rede de Pesquisa é que a certificação seja emitida ainda nos primeiros meses de 2014. O objetivo é expandir o número de agricultores certificados como orgânicos no Noroeste do estado, que hoje é de apenas cinco produtores. Um grupo de trabalho específico para resolver os gargalos nesta cadeia produtiva foi formado em abril de 2013, e os resultados já estão aparecendo.

Os agricultores se reuniram com os técnicos das instituições parceiras, apontaram as principais demandas e buscaram soluções, construindo um Plano de Desenvolvimento da Cadeia de Orgânicos. O plano é a base para as ações da rede, como o curso de formação em Agroecologia, que está sendo ministrado em etapas, para suprir a demanda de acesso a informação sobre práticas sustentáveis de manejo e assistência técnica. Ao longo de um ano, serão realizadas dez oficinas sobre vida do solo, destacando a importância do manejo agroecológico, e práticas de compostagem, caldas e biofertilizantes. Duas oficinas já aconteceram e reuniram, em média, 100 agricultores.

Agricultura agroecológica Iatperura Rio de JaneiroNilo Roque Vieira Silva, agricultor de São José de Ubá, foi um dos participantes.

– Precisamos de instrução e apoio para produzir melhor e ficar no campo – disse.

Produtor de olerícolas, Nilo praticou a agricultura convencional até o ano de 2006, quando ele e a família foram gravemente intoxicados com o uso de produtos fitossanitários no cultivo da couve.

– Fiquei famoso por isso, saiu em todos os jornais. Foi um susto, eu vi que era preciso mudar. O começo foi difícil, não tínhamos informação. Mas valeu a pena, agora minha família está saudável e estamos felizes – afirmou.

Nilo já produz olerícolas pelo projeto PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), do Sebrae. Há seis anos, protegeu a nascente da propriedade com recursos próprios. Agora está na expectativa da implantação de uma estufa para produção de mudas e cultivo das hortaliças, através de subprojeto do Rio Rural.

 

União fortalece o grupo

Nas reuniões promovidas pela Rede de Pesquisa, a união dos agricultores se sobressai durante a troca de experiências. Nas oficinas de compostagem, é comum ver os agricultores oferecendo aos demais o material utilizado para o manejo dos orgânicos em suas propriedades (palhas, cascas, farelos, etc).

– Estou muito feliz com essa iniciativa, é muito bom saber que não estamos sozinhos – disse Joselmo Lourenço, agricultor da microbacia Marimbondo, em Italva.

Joselmo já é certificado como produtor orgânico, conhece as dificuldades e vê um caminho promissor para a atividade.

– Antes, era tudo muito difícil. Agora temos apoio, não podemos desanimar. Vamos trabalhar juntos, fortalecer a agricultura orgânica e conquistar espaço no mercado – projeta o agricultor.

 

Fonte: Rádio Itaperuna

 

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