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Sementes de código aberto e de livre uso

21/04/2014

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Um grupo de cientistas e ativistas vão lançar, proximamente, uma campanha para alterar as regras que regem o acesso as sementes ao oferecer 29 novas variedades na forma de “promessa de código aberto”. A intenção é salvaguardar a capacidade dos agricultores e melhoristas de plantas para compartilhar de maneira livre essas sementes.

A inspiração vem do software de código aberto, que é disponibilizado livremente para qualquer um usar, e que  não pode legalmente ser convertido em produto proprietário de ninguém.

No campus da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, apoiadores da nova iniciativa denominada Sementes Open Source, lançaram 29 novas variedades de 14 culturas diferentes, que incluem cenouras, couve, brócolis e quinoa. Qualquer pessoa que receber as sementes deve prometer não restringir o seu uso por meio de patentes, licenças ou qualquer outro tipo de propriedade intelectual.  Quaisquer  futura cultivar, derivada destas sementes de código aberto, devera também,  permanecer disponível gratuitamente.

Irwin Goldman, um dos criadores  da campanha indica que trata-se de uma tentativa de restaurar a prática de compartilhamento aberto que era a regra entre os melhoristas de plantas, há mais de 20 anos. “Se outros produtores pediam nossos materiais, um pacote de sementes foi enviado, e eles retribuíam de igual maneira”, diz ele .

Atualmente as sementes são de propriedade intelectual, algumas patenteadas como invenções. Você precisa de permissão do detentor da patente para usá-las, e você não está suposto a ficar com as sementes para o replantio do próximo ano.

Mesmo trabalhando como acadêmico, Goldman, não gosta das consequências de restringir o acesso a genes de plantas – o germoplasma. “Se nós não compartilhamos o germoplasma e trocamos livremente,  vamos a limitar nossa capacidade de melhorar a cultura”, explica.

Para o sociólogo Jack Kloppenburg, também da Universidade de Wisconsin,  transformar as sementes em propriedade privada tem contribuído para o surgimento de grandes empresas de sementes. “O problema é a concentração, e o conjunto restrito de usos que a tecnologia e a criação estão sendo colocados “, opina Kloppenburg.

O impacto prático das Sementes Open Source Initiative, pode ser limitado  já que existe o risco que a maioria das pessoas, provavelmente, não sejam capazes de encontrá-las. As empresas que dominam o negócio de sementes , provavelmente, vão continuar a vender as suas próprias variedades ou híbridas.

A maioria das sementes vegetais comerciais são híbridas,  vêm embutidas com uma espécie de trava de segurança; se você replantar as sementes de um híbrido, você não vai conseguir exatamente o mesmo tipo de planta.

Enquanto isso, duas pequenas empresas de sementes que se especializam em vender para os agricultores orgânicos como Hardwick em Vermont, e Wild Seed Garden em Philomath, Oregon, está adicionando algumas sementes de código aberto em seus catálogos deste ano.

Fonte e veja a materia completa: The Cornoucopia Institute

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