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Animadora demanda por insumos para agricultura orgânica

27/05/2014
foto: OrganicsNet

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O avanço no mercado de produtos orgânicos, que cresce a taxa de 20% ao ano, também pode ser medido pela crescente demanda por insumos aprovados para serem utilizados nas culturas e fabricação desses produtos mais saudáveis ao ser humano e o meio ambiente.

A demanda pelo Programa de Aprovação de Insumos do IBD Certificações, certificadora pioneira de orgânicos do país, tem crescido substancialmente a cada ano e o selo tem atraído até renomadas multinacionais estrangeiras. Alexandre Harkaly*, diretor executivo do IBD, diz que o faturamento anual do Programa tem crescido a uma média de cerca de 30 % nos últimos anos e as expectativas continuam em curva ascendente.

“A procura de novas empresas do setor interessadas em obter esta aprovação é crescente, pois esse selo, além de atender ao mercado de produtos orgânicos, também permite agregar valor à marca comercial do insumo e à imagem da companhia perante o mercado convencional geral”, ressalta Harkaly.

O Programa de Aprovação de Insumos já responde por aproximadamente 5% do faturamento do IBD, fatia que tende a avançar mais fortemente uma vez que aumenta a incorporação de insumos aprovados para orgânicos também nos manejos convencionais, observa o executivo.

Atualmente, 52 empresas têm insumos aprovados pelo IBD para uso em produção de orgânicos, entre as quais multinacionais estrangeiras como a norte-americana Dow AgroSciences, uma das líderes mundiais do mercado de agroquímicos; a japonesa Sumitomo Corporation; e a também norte-americana Harsco Corporation, para citar apenas algumas.

O IBD estará participando da Hortitec 2014 em SP e como diz Álvaro Garcia, coordenador do Programa de Aprovação de Insumos do IBD“teremos sete empresas expondo os seus insumos aprovados para uso na agricultura orgânica no estande do IBD, sendo que duas delas, a Homeopatia Brasil e a Renovagro, foram aprovadas recentemente”,

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Desafios do Setor

A Hortitec também é uma oportunidade para medir o desempenho do setor de orgânico e trocar informações sobre as barreiras que ainda precisam ser transpostas para o seu pleno desenvolvimento. Na opinião de Harkaly, o Brasil enfrenta enormes desafios tecnológicos para viabilizar esse tipo de produção em algumas cadeias. “Barreiras burocráticas, alto custo e grande demora em conclusão de processos de registro de defensivos agrícolas são grandes impeditivos para que novas tecnologias, já existentes em âmbito internacional, sejam lançadas no Brasil e atendam as demandas do produtor”, ele lista, apesar de reconhecer que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) vem conseguido concluir de forma gradativa os processos de registros de novos insumos, que antes emperravam muito mais o crescimento da produção orgânica no país.

“Mas a demanda é ainda muito maior que essa capacidade de atendimento. No entanto, o cenário é animador quando analisamos que pequenas empresas familiares e grandes empresas multinacionais agroquímicas vêm lançando novos defensivos de base biológica. Ano a ano vem surgindo novos insumos para atender ao mercado.” Ou seja, há lugar para todos neste mercado. Outro aspecto é a consolidação de modernas tecnologias de produção no orgânico.

O uso de controle biológico em estufas e a campo, formulações e soluções inteligentes e verdes no controle de pragas e doenças está nascendo. E há muito mais por vir” Harkaly, que também é engenheiro agrônomo, acrescenta que o Programa de Aprovação de Insumos do IBD, além ser uma fonte nova e importante, tem o papel estratégico de oferecer alternativas tecnológicas para que os produtores de orgânicos já consolidados consigam melhorar sua produtividade e os novos produtores convencionais tenham segurança em dar início a esse tipo de manejo. Segundo Harkaly “muitos produtores migrariam rapidamente ao uso de insumos aprovados para a agricultura orgânica, mesmo não sendo produtores orgânicos, por uma questão de coerência com as demandas de qualidade atuais, imagem e defesa da própria saúde”.

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Programa do IBD

O Programa de Aprovação de Insumos do IBD é uma certificação privada e exclusiva, desenvolvida com procedimentos próprios e adaptados à realidade do setor de insumos. Ele atende às empresas que fabricam fertilizantes e defensivos para uso na agricultura, insumos para uso na pós-colheita, para uso na indústria de processamento de alimentos, nas atividades de produção animal e demais atividades que precisem utilizar insumos indicados como permitidos pelas diretrizes internacionais e nacional de produção orgânica. “Não esqueçamos que muitos produtores exportam, assim sendo os insumos usados aqui precisam estar em linha com as normas do país de destino” lembra Harkaly.

“Para receber a aprovação do IBD,  a empresa precisa registrar seus insumos junto aos órgãos competentes, estar em situação regular para funcionamento, ter controle de qualidade da atividade e ter controle de rastreabilidade que nos permita visualizar todas as matérias-primas utilizadas e processos envolvidos na produção dos insumos”, explica Garcia, observando que o prazo para conclusão da aprovação gira em torno de 45 dias a 3 meses.

“Usamos as normas, diretrizes e leis internacionais e nacionais que os produtores orgânicos seguem como base de regra para obter certificações orgânicas. Deste modo, criamos uma importantíssima base de consulta para todo o mercado brasileiro sobre quais insumos comerciais estão disponíveis e podem ser utilizados, de acordo com as exigências dos principais mercados compradores de produtos orgânicos, basta consultarem a primeira página do site do IBD e realizar a consulta.” Apesar do foco no mercado brasileiro, o IBD também exporta esse tipo de serviço e já certificou, por exemplo, a unidade da Vale Internacional no Peru, aprovando a Rocha Fosfática de Bayóvar para produção do Fertilizante Fosfato Reativo.

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foto: OrganicsNet

Os principais insumos utilizados na produção orgânica são os fertilizantes produzidos a partir do processo de compostagem, defensivos a base de micro-organismos e organismos vivos para controle biológico, micronutrientes para controle de doenças e na adubação e fontes minerais de origem natural ricas em fósforo, potássio, cálcio e magnésio, explica Garcia. “Há também os domisanitários, os produtos para nutrição animal e os produtos para processamento de alimentos orgânicos.

De modo geral, o conceito adotado para determinar se um insumo pode ser usado na produção orgânica é que a sua produção seja de base biológica e que não haja reações químicas com insumos de base sintética oriundos da indústria petroquímica”, ressalta Garcia, também engenheiro agrônomo, explicando que existem exceções a esta regra e são concedidas considerando o tipo de insumo, importância para o produtor e impacto reduzido que causará no meio ambiente. “É permitida a utilização, por exemplo, de insumos à base de cobre e enxofre para controle de doenças, o óleo mineral para controle de pragas e outros que, pontualmente, são aceitos pelas normas de produção orgânica.

A HortiTec  é a principal do setor de hortifrutícolas e flores da América Latina e será realizada entre os dias 28 e 30 de maio de 2014, em Holambra, São Paulo.

Leia a noticia, fonte: SEGS

 

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