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Mercado

Cooperativa paranaense exporta chá-mate orgânico

25/11/2014
ervateira

Fonte: Sindicato Rural

 Um alqueire cultivado gera uma produção anual de 37,5 toneladas, o que representa cerca de R$ 37,5 mil brutos, por família todo ano, em média.

 “Descontando o custo de transporte e da colheita, um núcleo familiar pode ter uma renda de R$ 30 mil ao ano com a erva-mate, em apenas uma parte da propriedade”, explica o diretor da Cooperativa de Reforma Agrária e Erva-Mate (Coopermate), Luiz Gomes.

 A cooperativa de Santa Maria do Oeste, município localizado no Território da Cidadania Paraná Centro, atende cinco assentamentos, localizados em Pitanga e Santa Maria do Oeste e Boa Ventura de São Roque.

 Ao todo, são 570 famílias assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entre seus cooperados. Além dos assentados, a cooperativa também adquire parte da produção de aldeamentos indígenas da região, das etnias Kaingang e Guarani. Neste ano, a empresa foi selecionada no programa Terra Forte, do governo federal e vai receber cerca de R$ 1,813 milhões em investimentos para comprar maquinário e melhorar sua infraestrutura.

 Desse modo, a cooperativa poderá produzir o chá em saquinhos. “O acondicionamento em sachê é feito de forma terceirizada hoje. Queremos agregar mais valor à nossa produção, e assim, aumentar o retorno financeiro dos nossos cooperados em até três vezes”, diz Gomes

Além disso, a Copermate já participou de feiras internacionais, como a Biofach, na Alemanha, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Também participou da Feira da Sociobiodiversidade na Rio +20 e na Fenafra em 2012.

“É uma das melhores iniciativas que temos no estado do Paraná em agroindustrialização em assentamentos da reforma agrária, com competência reconhecida dentro do governo federal”, diz o superintendente do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes.

 

Mercado Externo

Fonte: Canal Cooperativo

A abertura de mercados no exterior é uma característica marcante da Cooperativa. O chá paranaense já foi exportado para Alemanha, França e Itália, mas o principal mercado de hoje é o norte-americano.

“Queremos levar o resultado da reforma agrária para fora do Brasil, com um produto de qualidade. Aqui, temos uma relação franca com nossos cooperados. A agroindústria só se sustenta se viabilizar o produtor a andar com suas próprias pernas, tanto que tudo que fizemos aqui foi com recursos próprios, resultantes do retorno da comercialização tanto no mercado interno como externo”, salienta Gomes.

Nesta semana, no Porto de Paranaguá/PR, serão embarcados para os Estados Unidos da América dois containers com 40 toneladas de erva-mate orgânica produzidas pela Cooperativa de Reforma Agrária e Erva-Mate (Copermate). A matéria-prima será utilizada para a confecção diversos produtos, dentre eles energéticos.

De acordo com o diretor da Coopermate, o ingresso da cooperativa no mercado norte-americano foi possível com alguns diferenciais como a adequação às rígidas normas fitossanitárias e controle ambiental.

“A erva-mate é secada sem fumaça, em um sistema de troca de calor. Outra adequação é a sapecagem através de um gaseificador por pirólise que reduzirá as emissões de CO2 para 2ppm, esta máquina está em processo de importação pela Copermate. O resultado prático é que conseguimos reduzir de forma significativa a emissão de poluentes com essa alteração no processo de secagem. O consumidor que busca um produto diferenciado é muito atento a esses detalhes”, explica Gomes.

Fonte:
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

 

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