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Mercado

Entidades do extremo oeste de SC discutem produção de leite orgânico

17/07/2015
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 A segunda reunião sobre o tema ocorreu na primeira semana de julho no auditório do IFSC – Câmpus São Miguel do Oeste. O evento contou com mais de 30  pessoas entre técnicos, agricultores familiares, professores e representantes de entidades. O grupo conta atualmente com a participação da Epagri, IFSC, UFSC, SEBRAE, SDR, cooperativas de pequenos agricultores, sindicatos, Unitagri, CAPA, Rede Ecovida, movimentos sociais, laticínios e Consad.
O objetivo foi o debate e a construção de um projeto de viabilidade técnica, social e econômica sobre a cadeia produtiva do leite orgânico. O projeto visa identificar as potencialidades existentes no setor, o que exige estudo, organização e planejamento com vistas a subsidiar e dar solidez às ações práticas da iniciativa.
A região se caracteriza pela forte presença de pequenas propriedades rurais, sendo que a atividade leiteira tem forte expressão. Ocorre que a cadeia produtiva tem passado por instabilidade nos últimos anos, o que cria um clima de insegurança entre as famílias rurais. Além disso, num futuro próximo, a concentração da produção tende a gerar exclusão de muitas famílias do setor.
Atualmente existem basicamente dois modelos de produção de leite. Uma parcela de produtores desenvolve sua atividade no método tradicional, expresso pelo uso intensivo de tecnologia e investimentos em construções e equipamentos. O sistema é estruturado para obter altas produtividades via emprego intensivo de adubo, concentrado e silagem, o que aumenta muito o custo de produção.
Outro grupo de agricultores vem sendo apoiado por técnicos de extensão, pequenas cooperativas, sindicatos e organizações não governamentais e apostam num modelo mais sustentável de produção de leite. Esse sistema adota baixos investimentos, uso racional de produtos externos e ênfase na produção a base de pasto perene. Entre as formas de manejo destaca-se o sistema de Pastoreio Racional Voisin (PRV), que está se consolidando em algumas propriedades e gera bons resultados técnicos, econômicos, sociais e no emprego de mão de obra. Para avançar mais ainda neste sistema, as famílias e organizações estão se preparando para produzir e comercializar o leite orgânico.
Existe um mercado crescente que demanda produtos orgânicos, o que abre oportunidades para quem quer produzir alimentos de alta qualidade. No entanto, para que o leite orgânico chegue às prateleiras dos supermercados são necessárias várias etapas, como a certificação do produto.
Entre os temas, a reunião com as entidades tratou da organização das famílias interessadas, das demandas para atender a certificação de conformidade orgânica das propriedades, logística de produção, transporte, beneficiamento e comercialização.
Entre os encaminhamentos, formou-se uma comissão com representantes de várias entidades com vistas a elaborar um projeto econômico financeiro, bem como um levantamento do potencial de produção de leite orgânico. Estes dados e o projeto serão apresentados na próxima reunião, que ocorrerá em agosto e contará com a presença das demais entidades que iniciaram o projeto e de outras que serão convidadas a envolverem-se na iniciativa.
Fonte: Easycoop

 

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