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Santa Catarina já é um reduto da alimentação saudável no Brasil

29/08/2016

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foto: Manu Scarpa/Agencia ANIMI

As iniciativas se propõem a atuar nas mais diversas áreas. São franquias, restaurantes, sites, mercados focados em produtos orgânicos, fitness ou que respeitem dietas alimentares restritivas e que incentivam um estilo de vida mais saudável.

A variedade de novas empresas focadas neste segmento é fruto e raiz da demanda existente no estado e país. Com o aumento da conscientização das pessoas mais empreendimentos com relação a comercialização de alimentos saudáveis são possíveis. Diversificando-se as opções de consumo, o acesso a uma vida mais saudável torna-se mais prático e cotidiano.

O Brasil é o quinto maior mercado de alimentos e bebidas saudáveis, com volume de vendas de US$ 27,5 bilhões, segundo levantamento da Euromonitor feito em 2015. O crescimento do segmento de 20% em média, desde 2012, impressiona pela velocidade ao ser comparado com o resto do mundo que é de 8%.

“O mercado registra crescimento contínuo porque é crescente a tomada de consciência das pessoas por uma postura preventiva diante da própria saúde. Também buscamos parcerias, praticamos comércio justo e percebemos a cada dia que os agricultores nos buscam querendo plantar exclusivamente para a nossa demanda. Neste ambiente de retração econômica, em que não há muitas chances para os erros, é necessário sempre nos reinventar e ampliar a diversidade”, orienta Carolina Araújo Teixeira, de 42 anos. Administradora e proprietária do Mercado São Jorge, em Florianópolis.

Além de ser um ponto de venda de orgânicos, o Mercado é referência em sustentabilidade. Fortalecendo a cadeia produtiva e minimizando os prejuízos dos agricultores que passam então a fazer parte de uma rota de escoamento para a produção.

A engenheira agrônoma Suzeli Simon já conhecia de perto os desafios enfrentados pelos agricultores catarinenses em comercializar os produtos. Com a ajuda do sócio Rodrigo Copetti, que é analista de sistemas, criaram um site que usa a tecnologia para aproximar os produtores de orgânicos da Grande Florianópolis dos consumidores da região.

Desde 2013, o Plantepramim funciona como uma espécie de e-commerce de orgânicos. Na prateleira de feira virtual, o consumidor consegue comparar os preços, tem acesso a um mapa com a localização dos agricultores participantes. Além de saber quais os alimentos certificados oferecidos por ele, o cliente também pode conhecer quem é o fornecedor. O pagamento pode ser feito via cartão ou boleto bancário. Depois, os pedidos são entregues na casa dos clientes.

Muitos negócios começaram de maneira despretensiosa. É o caso da família Tecilla que apostou em abrir uma franquia de produtos naturais, depois que os pais de Manuela procuraram soluções para ajudar a emagrecer. Manuela, de 24 anos, administra junto com os pais, o Empório Döll e Café em Florianópolis e também em Balneário Camboriú, Litoral Norte. As lojas oferecem opções de alimentos diet, light, sem glútem, sem lactose, e também frescos nos espaço de lanchonete.

“Eles queriam perder alguns quilinhos e receberam a indicação da nutricionista de alimentos que só tinham em lojas especializadas. Foi assim que percebemos a importância e também o potencial do setor”, explica. “Nosso diferencial é compartilhar o conhecimento e os benefícios dos produtos com os clientes. Isso tem refletido no resultado. Neste ano, tivemos o aumento de 15% no lucro e até dezembro, a expectativa é de chegarmos a 20%”, disse Manuela.

Fonte: Globo.com

Para saber mais:

Presidente da Organics Brasil discute as tendências mundiais para o mercado de orgânicos – OrganicsNet

Agricultores orgânicos podem exportar para Europa – OrganicsNet

Campanha promove alimentação saudável e combate a obesidade – OrganicsNet

 

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