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Cosméticos orgânicos seguem em expansão

19/09/2016
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Fazenda São Benedito, SP: cultivo de plantas aromáticas da marca de cosmético orgânico Souvie.

Imagem: Exame

Atendendo à demanda do público por produtos cada vez mais alinhados com a preservação da saúde e do meio ambiente. Os cosméticos orgânicos garantem que continuemos a nos preocupar com nossa estética sem abrir mão dos ideais. Nesse sentido, consumidores e empreendedores se aliam. Os investimentos nessa área são crescentes.

Do sonho de aliar as práticas sustentáveis no campo com a tecnologia dos laboratórios nasceu a Souvie. A marca de cosmético orgânica foi lançada em dezembro de 2015 pelos sócios Caroline Villar e Breno Bittencourt Jorge. Apesar de recém-nascida, a empresa tem uma longa história de gestação e investimento próprio — 30 milhões de reais ao longo de seis anos.

A linha de estreia possui ingredientes seguros para a mãe e o bebê. “Não contém óleo mineral, silicones, corantes sintéticos e parabenos. Outro diferencial é que não contém fragrância respeitando o período olfativo sensível da gestante”, destaca a empreendedora. “Percebemos que o mercado de orgânicos não tem muita opção para gestante e recém-nascido no Brasil. É o nicho do nicho. Orgânico já é nicho, e grávidas também são”, diz Villar.

As próximas linhas da marca vão acompanhar as fases da vida do ser humano: criança, mulher, homem, e acima dos 40 anos. Villar conta que a consciência com a sustentabilidade à mesa acabou despertando a atenção dos sócios para outros hábitos cotidianos, como o uso de cosméticos. “A mesma preocupação que temos com o alimento que ingerimos, também deveríamos ter com os produtos que passamos no nossa pele, que é o maior órgão do corpo. Tudo que colocamos nela é absorvido pelo nosso organismo”, diz.

A produção de um cosmético orgânico exige muito mais do que a exclusão de agrotóxicos — eles tampouco utilizam óleo mineral, silicones, corantes artificiais, conservantes e fragrâncias sintéticas, substâncias que podem prejudicar a saúde humana e ambiental, e muito menos são testados em animais.

Como o Brasil não dispõe de uma regulação para cosméticos orgânicos, é preciso recorrer a certificações, como as emitidas pela francesa Ecocert e a do Instituto Biodinâmico (IBD). Em ambos os casos, os cosméticos devem respeitar um porcentual mínimo de matérias primas orgânicas. Os ingredientes que não são orgânicos devem ser de origem vegetal e respeitar uma cadeia sustentável.

Os produtos da Souvie contam com certificação da Ecocert, segundo a qual um produto orgânico tem mais de 95% de matérias-primas orgânicas em relação à quantidade total de matérias-primas vegetais utilizadas na formulação.

O negócio que começou como um passa tempo — produzir sabonete caseiro de glicerina para presentear amigos e parentes — agora está presente em quase 100 pontos de venda no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Enquanto negocia sua expansão para outras regiões, a empresa conta com seu e-commerce para atender a demanda.

Até o final do ano, a expectativa é faturar R$ 9 milhões, o que representaria um terço do investimento. Para os próximos cinco anos, a Souvie prevê um crescimento anual de 20% a 30%.

Fonte: Exame

Para saber mais:

Cresce a busca por cosméticos orgânicos e naturais – OrganicsNet

Cosméticos orgânicos e os entraves da legislação brasileira – OrganicsNet

Regulamentação de cosméticos orgânicos está na pauta da CMA – OrganicsNet

 

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