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Copavi, cooperativa do Paraná, terá o selo orgânico na produção de leite

16/12/2016

Imagem: dreamstime

A cooperativa localizada na pequena cidade de Paranacity, noroeste do estado do Paraná, se prepara para vender leite com o selo orgânico e, se tudo correr como o esperado, a partir de 2017 os moradores das regiões próximas já poderão comprar o produto com o selo de totalmente orgânico.

Solange Parcianellu Pellenv, vice-presidente da Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória Ltda (Copavi), conta que a plantação de verduras já leva o selo orgânico e que é da principal matéria-prima da cooperativa, a cana-de-açúcar, que saem o melado e a cachaça, também orgânicos. Sobre o leite, Solange explica, “Temos mini laticínios, embalamos o leite à mão e entregamos em três municípios, no entanto, ainda como produto convencional. Estamos há quatro anos na luta, fechando o ciclo de um ano, sem adubação, sem antibiótico, com todos os cuidados, para ter esse selo”.

Essa mudança também irá refletir na renda dos agricultores da cooperativa, “o que eles ganham hoje, com a venda do leite produzido por 200 cabeças de gado, seria substituído pela produção de apenas 40, sendo essa produção totalmente orgânica”, afirma Solange.

O estado, segundo dados divulgados pelo governo do Paraná, fechará 2016 com o título de maior produtor de alimentos orgânicos do país e o segundo com o maior número de propriedades certificadas para a produção de orgânicos. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento são ao todo 1.966 propriedades.

O selo orgânico garante a procedência e a qualidade orgânica de um produto, simbolizando não apenas produtos isolados, mas também os processos mais ecológicos de plantação, cultivo e colheita de alimentos.

Algumas políticas públicas vem atuando a favor dos agricultores orgânicos. O Pnae, Programa Nacional de Alimentação Escolar, é um dos mais acessados pelos 38 agricultores associados à Copavi.

O Pnae foi implantado em 1955 e, segundo o site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, contribui para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional.

São atendidos pelo Programa os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público),  por meio da transferência de recursos financeiros.

Eles atendem cerca de 29 municípios com bolos, bolachas e verduras. “É uma forma que temos de escoar nossos produtos. É um bom programa porque a gente planta, vende e tem o dinheiro certinho ali. Isso é uma segurança para as 22 famílias que vivem aqui”, garante Solange.

A Lei dos Orgânicos

Regulamentada em 2011, a Lei n° 10.831 estabelece um selo único como padrão para todo o território nacional. O símbolo, presente nas embalagens dos produtos, diferencia o produto orgânico dos produtos convencionais para o consumidor. Para obter a certificação é preciso passar pela avaliação da OAC (Organismo de Avaliação da Conformidade Orgânica), credenciado junto ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Mas, é possível comercializar produtos orgânicos se organizando em grupos e efetuando um cadastro junto ao MAPA para realizar a venda direta para o consumidor sem certificação.

Fonte: Agro Link

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