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Simples x Natural: o que significam exatamente esses conceitos

19/12/2016
Imagem: Healthy Wanderlust

Imagem: Healthy Wanderlust

A indústria norte-americana de alimentos tem estimulado a produção feita com processos cada vez mais simples, buscando o chamado “minimamente processado”. E, com isso, muitas marcas têm buscado uma noção mais sólida e contemporânea do conceito de pureza.

O padrão de linha da Whole Foods Market – rede norte-americana de supermercados que possuí o selo orgânico e apenas comercializa produtos sem aditivos, conservantes e aromatizantes artificiais – tem sido colocado como base para essa nova forma de produção.

Essa produção aponta para um padrão de pureza que elimina os componentes artificiais e aditivos sinteticamente produzidos. Busca-se cada vez mais alimentos menos industrializados, menos processados e mais frescos, mais simples. É esse, aliás, o termo que vem sendo usado para definir esse novo padrão alimentício, o “simples”. São novos conceitos que começam a surgir, mas que ainda encontram uma certa dificuldade de serem totalmente definidos e compreendidos.

Frequentemente, os termos “simples” e “natural” se confundem. Então, qual seria, exatamente, a diferença entre eles?

É preciso destacar que ambos os termos têm pontos de início distintos e levam a comportamentos de compras bastante diferentes.

O símbolo “natural” surgiu há décadas atrás como um guia para alimentos feitos sem aditivos artificiais e sintéticos. Esse é o padrão que a indústria de alimentos tem adotado para suas linhas de produtos principais, uma vez que a disponibilidade de aromas ditos naturais, corantes e aditivos, e o conhecimento técnico sobre como utilizá-los, vem crescendo significativamente.

Para o consumidor médio norte-americano, a maioria dos produtos “naturais”, também chamados de “premium”, tem muitos aditivos. Assim como os produtos convencionais, os produtos naturais são frequentemente dependentes de aditivos industriais para manter um bom sabor e/ou uma boa textura.

Quando o consumidor pensa em “simples”, ele está pensando em algo com um padrão de pureza muito maior do que o “natural” e que chegou aos mercados urbanos há cerca de dez anos atrás. É um padrão ligado a movimentos de alimentos locais. Aqui, aditivos industriais tem sido amplamente eliminados do processo de produção e, sendo, até mesmo desnecessários em produções de pequenos lotes e de curto prazo.

A verdade é que essa denominação “simples” foi criada como estratégia de marketing para evitar problemas judiciais e ainda soa de forma confusa para o consumidor que busca alimentos naturais e orgânicos com o mais alto padrão de pureza.

Fonte: Hartman Group

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