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Mercado

Como a internet tem impulsionado a venda de alimentos orgânicos

16/02/2017
Foto: Divulgação/Ascom Sead

Foto: Divulgação/Ascom Sead

Um time de empreendedores tem facilitado a venda de alimentos orgânicos cultivados pela agricultura familiar. Eles fazem parte de projetos, em diversas partes do país, que impulsionam a venda direta dos alimentos colhidos pelas famílias que se dedicam ao plantio não convencional. Essas ações se somam às políticas públicas do Sead e, assim, impulsionam cada vez mais a comercialização de orgânicos em todo o Brasil.

Seja por meio de aplicativos para celulares – como o Mapa de Feiras Orgânicas – ou através de redes sociais populares – como Facebook e Instagram – os alimentos orgânicos têm estado cada vez mais ao alcance do consumidor.

Sobre o aplicativo – Mapa de Feiras Orgânicas

Criado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), e disponível para smartphones, o aplicativo localiza as feiras mais próximas do endereço digitado e, além dos produtos vendidos, informa os dias e horários de funcionamento.

Nas feiras e Centrais de Abastecimento (Ceasa), os produtores conseguem vender boa parte do que colhem e plantam. Outra parte é comprada através desses projetos.

Biounat

Projeto criado em Brasília, há menos de dois anos, pelas sócias brasileiras Natalia Gonzaga e Beatriz Nunes. O trabalho consiste em realizar entregas em domicílio de alimentos orgânicos. O cliente pode optar pelo serviço delivery de uma caixa com hortaliças, frutas, legumes, castanhas e outros produtos. As encomendas são personalizadas através da escolha de itens disponíveis na página da Biounat. O valor mínimo para entregas é de R$ 40.

Atualmente, a Biounat atende cerca de 300 clientes por mês e as entregas são realizadas às terças, quintas e sábados.

 “A maioria de nossos fornecedores são agricultores familiares, pelos quais temos admiração e com quem buscamos ter sempre um ótimo relacionamento. Para eles, a vantagem é que garantimos a saída de parte dos seus produtos, contribuindo para o não desperdício”.

Natalia Gonzaga – Sócia e fundadora da Biounat

A ideia para a criação da Biounat começou após as sócias conhecerem os benefícios do consumo de orgânicos. “Minha avó é agricultora familiar, com certificado orgânico, e foi uma das minhas motivações. A Bia também passou a se preocupar mais com a alimentação depois da descoberta de um problema de saúde de sua mãe. Por isso, sabemos que ao consumir alimentos orgânicos estamos contribuindo com o meio ambiente e futuras gerações”, explica Natalia.

Para saber mais sobre a Biounat basta clicar aqui.

Comunidade que Sustenta a Agricultura

A CSA, Comunidade que Sustenta a Agricultura, é um modelo de trabalho conjunto entre os produtores e os consumidores. É um grupo fixo de interessados que se compromete a cobrir por um ano, geralmente, o orçamento anual da produção agrícola. Em contrapartida, recebem os alimentos produzidos pelo sítio ou fazenda, sem custos adicionais.

Popularizado há cerca de seis anos no Brasil, esse modelo já conta com 60 unidades de norte a sul do país. Segundo a página da CSA Brasil, uma das suas metas é o escoamento de produtos orgânicos de uma forma direta ao consumidor, criando uma relação próxima entre quem produz e quem consome os produtos.

Projeto Equilibre Orgânicos

Baseado nos conceitos da CSA, o projeto Equilibre Orgânicos, no Rio de Janeiro, foi criado pelos sócios Fernando Roncato e Pamela Leite. A plataforma socioambiental de incentivo à agricultura orgânica e ao consumo responsável, que funciona há apenas cinco meses, já atende 30 famílias associadas, com cestas de alimentos orgânicos sazonais, toda semana.

Os associados se comprometem com um período de três meses de adesão. Mas, consumidores que tenham vontade de conhecer, podem experimentar durante uma semana, comprando cestas compostas de cinco a 20 itens, entre hortaliças, tubérculos, verduras, frutas e legumes. Essas variedades são combinadas após a consultoria de uma nutricionista parceira do projeto.

O Sítio São Cosme é uma das quatro propriedades de agricultores familiares que trabalham em parceria com o projeto Equilibre. O sítio, de propriedade da família de Paulo Cosme Gorjes, de 58 anos, está localizado em Petrópolis, município do Rio de Janeiro. A esposa, as filhas e a mãe de Paulo, cultivam e administram a produção de alface, chicória, rúcula, cheiro verde, coentro, brócolis, cenoura, beterraba, pepino, berinjela, entre outros alimentos.

 “Quando fiz um levantamento com os produtores, a questão da logística da venda é difícil e fica tudo por conta deles. Então, podemos dar esta garantia a eles de que somos parceiros e não intermediários. No caso do Paulo, passei dois meses trabalhando com ele e a família para entender as necessidades deles”.

Fernando Roncato – Sócio do Projeto Equilibre Orgânicos

Paulo e sua família tem a declaração de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP), mais conhecida como a “carteira de identidade do agricultor familiar”. Com a DAP, o agricultor tem acesso ao Pronaf, que financia atividades agropecuárias e de beneficiamento e comercialização de produção própria. Paulo também escoa seus produtos em feiras de orgânicos na capital fluminense e complementa com a venda para o Equilibre Orgânicos.

“Para os produtores este tipo de projeto é muito bom porque temos a venda garantida. Quase todo fim de semana eles vêm aqui para comprar e revender. Ainda não tenho estrutura para ampliar estas entregas, mas as coisas vão começando devagar para crescermos juntos”, afirma o produtor.

Para saber mais sobre o Equilibre Orgânicos basta clicar aqui.

Fonte: Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário – MDA

 

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