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A utilização de culturas mistas na Fazenda da Toca

28/03/2017
Imagem: Reprodução / Internet

Imagem: Reprodução / Internet

Fernanda Freire mostra, em vídeo, como funciona o cultivo de culturas mistas na Fazenda da Toca, localizada em Itirapina, a 200 km da capital de São Paulo. A produção da fazenda, dividida em frutas, ovos e grãos, é 100% orgânica. Dos 2.300 hectares da propriedade, cerca de 30% constituí uma área de preservação permanente (APP). Por lei, o obrigatório é de 20%. (Saiba mais sobre APP clicando aqui.)

“O obrigatório é 20%, aqui temos 30. Esses 10% a mais nos dá água nascente, umidade e o equilíbrio, em que uma espécie não vai, demasiadamente, interferir na outra”, afirma Fernanda.

O plantio de culturas mistas é feito de maneira totalmente diferente do convencional.

“Eu tenho a opção de plantar a tangerina uma ao lado da outra, em linha, para produzir mais ou posso plantar a tangerina nesse sistema (mostrado no vídeo abaixo), em que a gente aproveita mais a energia. A mesma energia do sol, que está entrando, é absorvida tanto pelo eucalipto, que vai produzir madeira daqui a 10 anos, pela tangerina, que será colhida em 3 anos e pela banana, que será colhida em 6 meses.  A mesma água, que está caindo para a tangerina, também vai servir para as outras culturas. Esse é um sistema simples. Aqui temos sistemas com até cinco espécies juntas”, explica.

“Quando você tem um sistema totalmente estéril, você tem alguns insetos. Mas, se você inclui outras espécies, você vai atrair outros tipos de inseto”, explica ela e exemplifica “Aqui foi plantado uma espécie de nabo forrageiro, não é o que a gente come, é um nabo só para ‘quebrar’ o solo. Esse nabo atraí um inseto, que consome o inseto que pragueja a tangerina. Ao invés de ficar apenas pensando ‘Tenho um inseto, vou aplicar um inseticida. Tenho um problema de fungo, vou aplicar um fungicida. Tenho uma erva daninha, aplico um herbicida’, a gente cria um sistema em que eles vão se auto-controlar. Na floresta você tem um ciclo e essas espécies vão, naturalmente, se regulando. Se um aumentar demais, o outro vai e consome”.

“Temos que valorizar desde os organismos pequenos, que estão no solo, como os fungos e as bactérias, minhocas, tatu-bola, como também a macrofauna, que são as borboletas, os insetos e, até mesmo, a onça parda. Como a gente tem toda aquela área de mata ali atrás, a gente sabe que tem onça parda aqui”, finaliza.

É possível agendar uma visita guiada à propriedade. Para saber mais, acesse o site www.fazendadatoca.com.br e preencha o formulário de visitação.

Assista ao vídeo completo abaixo:

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