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Do Pé ao Pote

Do Pé ao Pote: o sucesso familiar na fábrica de doces orgânicos

22/03/2017
Fotos por: Sylvia Wachsner

O doce de leite com caramelo de café é o produto mais vendido da empresa. Fotos por: Sylvia Wachsner

Tudo começou com Dona Alice, que para sustentar os seis filhos após ficar viúva, começou a fazer doces caseiros. Um dos tachos usados por Dona Alice para fazer seus doces foi guardado pela família, assim como a ideia de profissionalizar a produção. Seu trabalho foi levado adiante por seu filho, Cláudio, que há 5 anos, construiu uma fábrica de doces. É de lá que saem os doces Do Pé ao Pote, 100% orgânicos.

A fábrica, que fica em Carmo de Minas, município de Minas Gerais, é tocada em família. Ingrid, Vanessa e Erick, filhos de Cláudio, com a ajuda de Carla, esposa de Erick, são os responsáveis pelo sucesso da empresa.

A Fazenda

A propriedade, que fica ao redor da fábrica, tem 60 hectares. Sendo 25 hectares destinados ao cultivo de café, totalmente orgânico.

A produção de leite orgânico também se destaca na fazenda. Quem cuida dos animais é o genro de Cláudio, Carlos Eduardo Nogueira. São apenas 50 vacas que produzem o suficiente para abastecer a fábrica de doces.

Para melhorar a produção e evitar doenças, a fazenda passou a investir no conforto dos animais. Após a ordenha, as vacas ficam num local chamado compost barn. Trata-se de um barracão com piso coberto de serragem, que somada às fezes e urina dos animais, resulta num composto orgânico. Essa inovação já tem apresentado um bom resultado em relação à saúde dos animais, como conta Carlos Eduardo: “Antes o gado ficava no barro e dava muito problema.  A gente tinha que chamar o veterinário e comunicar ao IBD sobre o tratamento na vaca. E, se fizer três tratamentos numa vaca, no orgânico, ela já tem que ser eliminada do plantel”, explica.

Na fazenda nada se perde. Misturado às sobras da lavagem do café e alguns outros ingredientes, o composto saído do curral forma um adubo, que será usado na nutrição do cafezal. Os dejetos dos animais junto com a água da lavagem do curral também são acumulados num tanque e depois usados como adubos nas plantações. No pomar tem banana, jabuticaba, amora, lichia e mexerica, mas é o leite a principal matéria-prima. Da ordenha, ele vai direto para a fábrica.

Os doces

Todos os doces da fábrica seguem a filosofia da Dona Alice: são orgânicos. Mas, a herança dos antepassados não fica somente nisso. Sempre que querem criar um novo produto, eles puxam da memória aqueles doces da infância. Foi assim que criaram o famoso caramelo de café.

Vanessa Carvalho Pinto, sócia da fábrica, é quem faz a vedação das embalagens utilizando um soprador de ar quente. “Num mês bom, de boas vendas, passa em torno de uns 6 mil potes. No inverno, geralmente, vende mais doce do que no verão”, conta.

Conheça alguns doces produzidos pela Do Pé ao Pote:

Geleia de goiabada: feita a partir das sementes da goiaba.

Doce de batata roxa: doce saudável e com baixo valor calórico. Uma colher de sopa contém apenas 47 calorias.

Doce de leite com caramelo de café: os potes são lambuzados com caramelo de café, receita de família, e em seguida, cheios com caramelo. É o doce mais vendido pela empresa.

Na loja de fábrica, cada potinho é vendido, em média, por R$ 15,00. Os doces não levam conservantes e duram até um ano se mantidos no pote.

Mercado

“Nosso mercado consumidor está nas grandes capitais: São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, principalmente. É onde as pessoas têm mais preocupação com a alimentação e mais conhecimento sobre alimentação orgânica. O mercado de orgânicos está aumentando muito, em torno de 30% ao ano”, conta Erick Carvalho Pinto, um dos filhos de Cláudio, responsável pelas vendas e pela administração da empresa.

Sucesso na Biofach

O sucesso da empresa na última edição da feira de orgânicos mostra que o consumidor está realmente interessado em produtos saudáveis. A Biofach América Latina, uma das mais importantes feiras de orgânicos do mundo, realizada todo ano em São Paulo, reúne diversos produtos como bebidas, sorvetes, cosméticos e, entre eles, os doces mineiros.

“Estávamos acostumados a vender na faixa de 80 a 100 caixas de doces por feira. Nesse último ano faltou e precisamos mandar buscar lá em Minas”, conta Erick.

A edição de 2017 da feira acontecerá entre os dias 7 e 10 de junho no pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.

Para assistir o vídeo com a reportagem completa, clique na imagem abaixo:

doce-organico-video

 

Fonte: Globo Rural

 

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