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Mercado

A tecnologia como aliada do comércio orgânico

16/11/2017
Foto: Sylvia Wachsner

Foto: Sylvia Wachsner

O estado do Paraná já possui mais de duas mil propriedades orgânicas certificadas, índice que tem tudo para crescer ainda mais. Segundo o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA), pelo menos mais de 10 mil produtores, que cultivam produtos orgânicos, estão em fase de certificação. E a produção tem sido estimulada por projetos que utilizam a tecnologia para facilitar a comercialização desses produtos.

Em Foz do Iguaçu, na sede do CAF, Coletivo Agroecológico da Fronteira, as verduras, frutas e legumes ficam separados em sacolas, prontos para serem entregues ao consumidor. Apesar do nome aparentemente complicado, o grupo foi criado para descomplicar a vida de muita gente. Os interessados podem comprar verduras sem agrotóxicos de maneira simples e rápida, através do próprio celular. “Dentro desse link vem uma lista com tudo o que está disponível, os produtores disponibilizam essa listagem para a gente. E aí é como se fosse um carrinho de compra, a pessoa vai escolhendo os itens que ela deseja e esses itens somam um determinado valor”, explica a organizadora do CAF Luciana Melo, destacando que esse valor é enviado, ao final da compra, por e-mail.

O consumidor interessado faz um cadastro, tornado-se associado a partir de um pagamento no valor de R$ 50,00. Não existe um prazo para que esse valor seja usado.

“É bem prático, né? Funciona de uma maneira bem legal, com opções variadas toda semana. Estou há um mês no grupo e tenho gostado bastante”, afirma o terapeuta ocupacional Tiago Ribeiro, cliente associado ao CAF.

Por conhecer os produtores, a jornalista Gabriela Willig acha importante comprar os produtos através do CAF. “Acho uma boa alternativa para comprar produtos que a gente sabe a procedência e sabe que tem uma qualidade maior”, afirma.

O CAF é um exemplo da tecnologia sendo usada a favor dos consumidores e também dos agricultores. “São consumidores conscientes. As vezes, eles não querem nem que o nosso produto vá na embalagem para evitar o acúmulo de lixo, mesmo nossas embalagens sendo biodegradáveis”, destaca a agricultora Auzileia Turetta, que comanda um negócio de família. Seu filho, Lucas, está cursando agronomia e já tem muita experiência de campo. “É bom saber que ele gosta, que vai seguir os nossos passos”, afirma, orgulhosa, a mãe. Lucas cuida mais da parte de manejo da roça que, sem o uso de defensivos químicos, resulta em um trabalho mais complicado. Ao todo, a família cultiva 40 variedades de hortaliças. “Por não podermos usar veneno, o controle de pragas, de ervas daninhas tem que ser feito de forma manual, sendo muito mais trabalhoso do que em uma produção convencional”, analisa Lucas.

O Coletivo Agroecológico estimulou o cultivo de orgânicos na propriedade da família Turetta. “O grupo viabiliza o preço porque elimina o intermediário, presente em outros tipos de venda. Essa venda é feita de forma direta, melhorando o preço para o cliente e também o nosso lucro. Todo mundo sai ganhando”, afirma o filho de dona Auzileia.

Para os produtores rurais, outro ponto positivo do grupo de compras é o fato de eles entregarem para os consumidores exatamente o que foi pedido, tanto em relação à variedade, como também em quantidade. Os pedidos são feitos pelo celular, com o agendamento da entrega para o dia seguinte. Para Dona Maria, agricultura, o grupo ajudou a diminuir o desperdício dos alimentos colhidos. “É importante, porque dessa forma você só colhe aquilo que foi pedido. O que fica na horta, não estraga. Se a pessoa pediu dez alfaces, nós levamos essa quantidade e voltamos com a nossa bandeja vazia”, conta.

O grupo de compras foi criado há apenas quatro meses e já tem mais de 200 pessoas cadastradas.

Para assistir ao vídeo com a reportagem completa acesse https://glo.bo/2j10cyL.

Fonte: G1 (RPC)

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