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Empresa brasileira comercializa suplemento à base de cúrcuma orgânica

29/06/2018

Imagem: Divulgação

A cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra ou açafrão-da-índia, é normalmente utilizada no preparo de receitas culinárias como o curry, bastante consumido na Ásia. Além disso, há diversos estudos que indicam que a raiz tem propriedades antioxidantes, bactericidas e fungicidas, bem como pesquisas que associam o consumo da cúrcuma à prevenção de doenças cardíacas e do Mal de Alzheimer.

Tendo-se em vista as propriedades do vegetal, empreendedores americanos faturam vendendo suplementos à base de cúrcuma – há várias marcas deste tipo de produto nos Estados Unidos. Pensando em fazer o mesmo sucesso por aqui, o paulistano André Edelstein, de 27 anos, resolveu criar uma marca voltada para o mercado brasileiro: a Vivitá Suplementos.

Edelstein, que é formado em relações internacionais com ênfase em marketing, decidiu apostar na cúrcuma por duas razões. A primeira foi a descoberta que, segundo ele, a venda de suplementos por telefone, complementadas por ações de merchandising na televisão, ainda era um bom mercado no Brasil. “As televendas, especialmente de produtos como o ômega 3 e cogumelos medicinais, fazem sucesso com o público mais velho, sem tanta familiaridade com a internet”, afirma.

A segunda foi a descoberta da cúrcuma como um produto medicinal – e a posterior constatação de que este seria um mercado promissor. “Descobri a cúrcuma na leitura de ‘A Dieta da Mente’ [um best-seller escrito pelo americano David Perlmutter]. No livro, o autor fala sobre as propriedades da cúrcuma. Quando vi que não havia empresas apostando no produto, tive a ideia de abrir a Vivitá”, diz Edelstein.

Antes de lançar oficialmente a empresa, Edelstein teve de registrar o seu produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O empreendedor não precisou regulamentar sua empresa no Ministério da Saúde porque a Vivitá se enquadra como uma fabricante de suplementos alimentares e não como uma fabricante de remédios.

As cápsulas da Vivitá têm apenas cúrcuma em sua composição. O vegetal é produzido organicamente em uma fazenda em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

De acordo com Edelstein, a ingestão dos suplementos é mais conveniente do que simplesmente ingerir o vegetal puro. “O gosto da cúrcuma é forte. Ao misturá-la na comida, por exemplo, é provável que a pessoa não goste do sabor. Quem ingere a cápsula não sente gosto nenhum. Além disso, o suplemento dá um ritmo de regularidade ao consumo”, diz.

Por mais que uma das motivações para a criação da empresa tenha vindo das televendas, a Vivitá também vende seus produtos no seu e-commerce. O tíquete médio da empresa é de R$ 120 reais.

No primeiro mês de vida, a empresa faturou R$ 15 mil. As vendas por telefone e pela internet foram praticamente iguais, de acordo com Edelstein.

De acordo com o empreendedor, os próximos meses servirão para o aprimoramento do modelo de negócios da Vivitá. “Ainda não sabemos se priorizamos as vendas por telefone, o e-commerce ou se vamos vender o suplemento em outras lojas. Vamos escolher o melhor caminho agora e seguir em frente”, diz.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios – Adriano Lira

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