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Mercado

Santa Catarina é destaque nacional na produção de frutas da estação

21/01/2019

Ao respeitar a sazonalidade de cada cultura, o consumidor acaba encontrando preços mais em conta. Frutas produzidas em cada região também chegam mais baratas às gôndolas, pois percorrem caminhos mais curtos e não necessitam de refrigeração, por exemplo. Todas essas variáveis aparecem na hora do preço final, explica o gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) de Araranguá, Reginaldo Ghellere.

“Quando se consome frutas fora de época, tem a questão de transporte, aquele alimento percorre longas distâncias, a questão do armazenamento e das horas de câmara fria, o custo do frete. A fruta no geral tem muito volume mas é uma carga mais leve, sensível, então é um custo alto para transportar. Pelo menos 10% do valor da fruta, quando ela não é produzida perto da gente, é com transporte”, comenta.

Permanência da família no campo

Nas cidades menores, é comum a relação direta entre consumidor e fruticultor, inclusive comercial. Essa prática também estimula a manutenção das famílias no meio rural, fortalece a economia local e ajuda na preservação das paisagens naturais, defende Ghellere. O homem no campo, com remuneração adequada e condições de trabalho, é garantia de alimento no meio urbano.

Consumo com responsabilidade

Mais do que optar por variedades da estação, as escolhas de cada consumidor têm influência sobre toda a cadeira desse alimento. Ghellere, que também é responsável pela fruticultura no Sul Catarinense, explica que diminuir o desperdício das frutas também é uma maneira de consumir de forma mais sustentável. O descarte após o alimento perder o tempo de prateleira, que chegou a taxa dos 30% em alguns anos, tem recuado aos poucos.
“A gente costuma comprar frutas e verduras com os olhos, pela estética. Uma pequena deformação na casca, uma picada de inseto, por exemplo, não comprometem a qualidade do fruto. Mas é bom lembrar que para buscar o fruto perfeito, muitas vezes é preciso mais produtos químicos. Se eu ano descarto, estou colaborando para que a produção não tenha uma carga tão pesada de descarte”, analisa.

No caso dos orgânicos, é ainda mais comum encontrar produtos com imperfeições. Isso porque não são utilizados defensivos químicos, o que permite que insetos e algumas plantas daninhas cresçam na lavoura. Apesar da aparência externa não ser atrativa na maioria das vezes, o valor nutricional não é comprometido.

“Se eu me preocupo de fato com alimentação mais saudável, primeiro procuro os orgânicos, que inclusive sua forma de produção contempla a preservação meio ambiente. Quem não encontra o orgânico, ou por ser mais caro, pode contribuir com o papel de não ser tão seleto na escolha, já que a qualidade nutricional não se altera, e ainda tem a vantagem da carga menor de produto químico”, sugere.

Fonte: NSC Total

 

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