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Vendas globais de orgânicos ultrapassam os USD100 bilhões.

26/04/2019

foto: OrganicsNet

As vendas mundiais de alimentos e bebidas orgânicos pela primeira vez passaram dos USD 100 bilhões. Uma pesquisa da consultora Ecovia Intelligence indica que, em 2018,  as vendas globais atingiram USD 105 bilhões.

Os principais mercados da cadeia de alimentos orgânicos estão na América do Norte e na Europa, divulgou a Ecovia Intelligence,  no relatório  Global Organic Food & Drink  https://www.ecoviaint.com/global-organic-food-market-trends-outlook/ Esses mercados representam um 90%.   Países como China, Índia e Brasil, que tinham uma  forte  tradição exportadora, explica o relatório,  estão agora a desenvolver mercados internos fortes.

Em termos de países, os EUA têm o maior mercado de alimentos  e bebidas orgânicos, com  45% das vendas globais. Seguem em importância Alemanha, França, Itália e Canadá.  Suíça, Dinamarca, Suécia e Áustria se destacam entre os importadores. Em termos de mercado interno, a Dinamarca já tem 14% das vendas de alimentos do varejo só de orgânicos.

As marcas próprias de redes varejistas no exterior impulsionam o comércio, “Todos os principais varejistas de alimentos na América do Norte e na Europa estão comercializando alimentos orgânicos sob marcas próprias”, diz a Ecovia Intelligence, citando, por exemplo, a Naturaplan, marca própria da Coop Switzerland, como a mais bem sucedida no segmento, com 2,5 mil produtos e responsável por mais de 40% das vendas de orgânicos na Suíça.

A distribuição de alimentos orgânicos está aumentando nos supermercados, lojas, drogarias, farmácias e nos setores de catering e serviços de alimentação. Ingredientes orgânicos são utilizados por um número crescente de produtores europeus e norte-americanos e, estabelecimentos de serviços de alimentação. Franquias como  McDonald’s e Pret A Manger, também estão assumindo compromissos com o fornecimento de produtos orgânicos.

Em 2000, as vendas globais somavam US$ 18 bilhões; em 2010, US$ 59 bilhões, e, em 2018, US$ 105 bilhões. ressalta a Ecovia. Para o fundador da Ecovia, Amarjit Sahota, ainda há desafios pela frente. “Apesar do crescimento, a participação de mercado dos alimentos orgânicos permanece abaixo de 1% em países fora da Europa e da América do Norte”. “O primeiro é a concentração da demanda: a agricultura orgânica já é praticada em 181 países. No entanto, as vendas se concentram nos países ricos”, assinala. Os orgânicos são percebidos como artigo de luxo em várias partes do mundo, indica.

Outro importante obstáculo é a falta de padronização mundial em relação à produção e certificação orgânica. “Não há harmonização e pouquíssimos países têm acordos de equivalência, embora quase 100 países já detenham seus próprios padrões definidos”, continua Sahota, acrescentando, ainda, que os selos orgânicos certificados têm sido ofuscados por certificações fairtrade (comércio justo), Rainforest Alliance e outros. Por exemplo, mais de um quarto de todo o café e cacau cultivados no mundo são  certificados de acordo esquema de sustentabilidade.

Fontes: Ecovia Intelligence e Estado de São Paulo

 

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