Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é um órgão do governo vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Sua missão é viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do espaço rural, com foco no agronegócio, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício dos diversos segmentos da sociedade brasileira.

Para atuar junto à Agricultura Orgânica brasileira, a EMBRAPA uniu em rede 5 centros de pesquisa para a elaboração de projetos de desenvolvimento e estudos sobre hortaliças, frutas, grãos e animais. Estes centros funcionam de forma descentralizada nas regiões nordeste, centro-oeste, sudeste e sul: Embrapa Hortaliças; Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical; Embrapa Clima Temperado; Embrapa Milho e Sorgo e Embrapa Agrobiologia.

A Embrapa Hortaliças, visando à geração de conhecimento e tecnologia em bases científicas, implementou em seu campo experimental uma Unidade de Pesquisa em Produção Orgânica de Hortaliças (UPPOH). Nesta área, destinada exclusivamente à pesquisa científica em Olericultura Orgânica, são desenvolvidos experimentos a céu aberto e ambiente protegido. A UPPOH conta ainda com uma Vitrine de Tecnologias aberta à visitação e uma unidade de produção de composto orgânico.

A equipe envolvida em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e Transferência de Tecnologia em Agricultura Orgânica trabalha com linhas de pesquisa/ações de transferência que buscam atender às principais demandas do segmento de produção orgânica de hortaliças.

Leia mais em www.cnph.embrapa.br/paginas/areas_pesquisa/agroecologia.htm.

Os pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical prestam atendimento qualificado a agricultores, técnicos e empresários de todo o país, orientando-os quanto aos sistemas de produção, solução de problemas e estímulo à adoção de novas tecnologias relacionadas à mandioca, citros e fruteiras tropicais. Além disso, ao acumular um grande volume de conhecimentos sobre estes produtos, atendem a diversos outros serviços, tais como: análises de Solos e de Tecidos Vegetais; Clínica Fitopatológica, Capacitação e Treinamento para seus clientes, agricultores, pesquisadores, extensionistas e estudantes da área agrária: feiras e exposições de tecnologias, dias de campo, cursos nacionais e internacionais, estágios individuais e coletivos, palestras, seminários, congressos, simpósios, workshops e reuniões técnicas.

A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical também disponibiliza para venda publicações técnicas e vídeos.

Mais informações em www.cnpmf.embrapa.br/index.php?p=servicos.php&menu=4.

A Embrapa Clima Temperado é uma das unidades descentralizadas da Embrapa, vinculada ao MAPA, e está localizada em Pelotas, RS.

Nas dependências do Centro são realizadas, há mais de 60 anos, pesquisas voltadas para a solução dos principais problemas que limitam a produção de alimentos na região de clima temperado do Sul do Brasil.

Em dezembro de 2007 atingiu a histórica marca de implantação de 500 quintais orgânicos, distribuídos nos territórios do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, além de zonas de fronteira com o Uruguai. O projeto “Quintais Orgânicos” tem como objetivo introduzir e validar, em áreas urbanas e rurais, tecnologias que propiciem a produção de frutas, com propriedades nutricionais e medicinais de forma a contribuir com a diminuição da fome e melhorar a qualidade de vida da população.

Trata-se de um trabalho pioneiro, que privilegia técnica e conceitualmente os princípios da produção orgânica e que busca contribuir para a segurança alimentar em áreas rurais e urbanas, voltado principalmente para assentados da reforma agrária, quilombolas (descendentes de escravos), populações indígenas e escolas públicas do campo e cidade.

Cada quintal possui 5 plantas de 12 espécies de frutas escolhidas em função de suas características nutricionais e medicinais, além da boa adaptabilidade aos solos e ao clima das propriedades do Brasil meridional. As 60 plantas que constituem cada quintal são constituídas pelas seguintes espécies de fruteiras de clima temperado, algumas delas nativas do Sul: pêssego, figo, laranja, amora-preta, mirtilo, araçá, goiaba, caqui, pitanga, romã, tangerina e limão.

Um dos aspectos relevantes da ação é que o projeto despertou a atenção da Organização dos Estados Americanos (OEA), através de sua Fundação Logros, que celebrou com a Embrapa, através de sua Unidade de Clima Temperado, um convênio internacional de cooperação técnico-científica que prevê um intercâmbio de ações em regiões de fronteira, com a implantação de hortas domésticas em municípios brasileiros como Santana do Livramento e Quaraí.

O Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo da EMBRAPA, em Sete Lagoas, MG, dispõe de modernos laboratórios nas áreas de Solos e Nutrição de Plantas, Fisiologia Vegetal, Biologia Molecular, Cultura de Tecidos, Entomologia, Fitopatologia, Análise de Sementes, Microbiologia e Agrometeorologia. Conta ainda com um centro de processamento de dados, uma pequena gráfica e uma ilha de edição de vídeo. Essa infra-estrutura, além de atender às necessidades da Unidade, também presta serviços ao público externo.

A utilização de metodologias participativas, com a troca de experiências entre pesquisadores, extensionistas e produtores rurais é uma alternativa eficaz para a evolução da agricultura orgânica. Na cultura do milho, por exemplo, a Embrapa Milho e Sorgo possui tecnologia sobre a multiplicação e o uso de 17 espécies que controlam diferentes pragas na cultura, sobretudo a lagarta-do-cartucho, a que mais traz prejuízos ao produtor rural brasileiro.

Saiba mais sobre a EMBRAPA Milho e Sorgo: www.cnpms.embrapa.br/noticias/mostranoticia.php?codigo=433.

A Embrapa Agrobiologia vem há mais de 10 anos gerando conhecimentos e tecnologias para a agricultura orgânica. Em 1993, foi implantado o Sistema Integrado de Produção Agroecológica (SIPA) em parceria com a Embrapa Solos, UFRRJ e PESAGRO-RIO. O local tem servido de base para a maioria das pesquisas em agricultura orgânica do Centro. Os maiores avanços têm sido na identificação de cultivares adaptadas a sistemas orgânicos de produção, no desenvolvimento de substratos apropriados para a produção de mudas, na adequação do uso de leguminosas para adubação verde, de modo a maximizar o aproveitamento do nitrogênio fixado biologicamente (FBN), e no ajuste da técnica de plantio direto em sistemas orgânicos de produção de hortaliças, frutas e integração com produção de leite.

Além de ser um referencial para pesquisa e treinamento voltado para os avanços do conhecimento na área de Biologia do Solo e, principalmente, na área de FBN, as pesquisas voltadas à agricultura orgânica serviram de base para o estabelecimento da tecnologia empregada na implantação da cultura da soja no Brasil. O uso de inoculantes contendo rizóbio permitiu a eliminação do uso de adubos nitrogenados na cultura, melhorando a competitividade da soja brasileira no mercado externo, além de contribuir para a preservação do meio ambiente.

As pesquisas desenvolvidas pelo Centro também demonstraram a importância da contribuição da FBN na cultura da cana-de-açúcar e em outras espécies não leguminosas que, juntamente com a descrição de nove novas espécies de bactérias fixadoras de nitrogênio, trouxeram para a Embrapa Agrobiologia o reconhecimento internacional. Toda a experiência acumulada sobre os processos biológicos do solo serviu de base para os estudos de manejo sistêmico em agricultura orgânica.

Mais informações sobre Agricultura Orgânica na EMBRAPA Agrobiologia: www.cnpab.embrapa.br/pesquisas/ao.html.

Fonte: (modificada)

- Site Embrapa

- Embrapa – clima temperado

 

 
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