Café orgânico do Parque da Água Branca pode ser desativado

Foto: divulgação Rede Brasil Atual

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O Café Orgânico, organizado pela Associação de Agricultura Orgânica (AAO) que há 21 anos no local está em risco por conta de uma notificação de reintegração de posse entregue pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

“O café existe há 21 anos. Nossos quiosques foram cedidos pela própria secretaria que controla o parque e trabalhamos nos horários das feiras. Atuamos sob fiscalização do Ministério da Agricultura”, afirma Thaís Raíz, coordenadora do café. “Agora, a secretaria está alegando que não pagamos uma contribuição para o parque. Não teríamos problema nenhum em contribuirmos, desde que não seja abusivo”, continua.

Thaís explica que todos os produtos oferecido no local são feitos diretamente pelo produtor que os expõe em uma espécie de “vitrine”. A própria ideia do café surgiu de um produtor. “Um produtor de café orgânico teve essa ideia para divulgar o produto. Na época, todo o café orgânico produzido pelo país era exportado, especialmente para o Japão. O brasileiro mesmo não tinha contato”, afirma, sobre a democratização da produção alimentícia no país por meio da agricultura orgânica familiar.

Thaís estima que mais da metade dos consumidores é composta de fieis frequentadores. “Mas também temos o público flutuante, inclusive turistas”, afirma. Segundo ela, o café é mais que um hábito alimentar, com um apelo cultural e social. “As pessoas gostam bastante.”

O secretário do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse ao jornal O Estado de São Paulo que apenas está cumprindo uma decisão da Justiça. “O que saiu na decisão é que há uma permissão sem remuneração para o Estado e que ela não preenche os requisitos legais de ter passado por licitação. Tem de desocupar. Ponto”, afirmou.

Mobilização

De acordo com a coordenadora, a AAO já iniciou um diálogo com a secretaria e ainda tem esperança de contornar a a situação. “Espero que seja simples de fazer isso. Somos uma extensão da associação que funciona normalmente no local”, diz. Ela conta que a partir de 2011 a secretaria começou a falar em abrir “licitação” para a exploração comercial no parque. “Quando este processo iniciou, achávamos que naturalmente estaríamos legalizados. Mas nós não recorremos, o processo correu e agora calhou de chegar este aviso de reintegração”, explica.

Para evitar o fechamento da feira, frequentadores criaram um abaixo-assinado virtual pela plataforma Avaaz. Também corre pela feira um abaixo assinado clássico. “Precisamos de força para dialogar com a secretaria. Os abaixo-assinados são parte desta pressão, e temos uma boa resposta dos frequentadores”, diz Thaís.

Veja a noticia completa, fonte: Rede Brasil Atual