Comissão européia quer proibir clonagem animal para alimentos

A Comissão Européia propôs ontem (19 de outubro) um veto que deve ter um prazo mínimo de cinco anos. Além disso, a norma não inclui pesquisa e proteção de espécies ameaçadas de extinção. O relatório também sugere vetar as importações de carne, leite e outros alimentos procedentes de gado clonado.

No relatório do órgão executivo da União Européia, foi proposto “suspender temporariamente” essa técnica da reprodução de gado para a produção de alimentos, segundo minuta à qual a Agência Efe teve acesso.

No entanto, o órgão quer permitir que os animais sejam clonados para objetivos relacionados à pesquisa ou para conservar espécies em risco de extinção.

A Comissão deve justificar a pertinência da proibição, que pode ser revista em cinco anos, sobre argumentos associados às preocupações morais na sociedade e ao bem-estar dos animais. A proposta deverá ser aprovada pelo Conselho de ministros da UE e pelo Parlamento Europeu.

Atualmente, a clonagem animal é praticada por alguns países do bloco, mas apenas para pesquisa, visto que no mercado europeu não há carne, nem leite procedentes de clones.

Os Estados Unidos são o país mais avançado do mundo nessa tecnologia, embora Argentina, Brasil e Japão também tenham pesquisas bastante desenvolvidas no assunto.

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