Como funcionam as redes participativas no RS?

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Imagem: Ideias na mesa

A produção orgânica está em crescimento e é registrada hoje em 22,5% dos municípios brasileiros. Com o propósito de garantir a certificação da produção. Agricultores com visão agroecológica, dedicados a produzir alimentos em harmonia com a natureza, estão se organizando em redes participativas.

Fortalecendo a confiança agricultores, técnicos e consumidores visitando uns aos outros. Dessa forma, se ajudam, compartilham ideias e conhecimentos. É um trabalho colaborativo. Na atualidade, o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg) proporciona duas formas colaborativas de certificação: Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (Opac) e Organizações de Controle Social (OCS).

Hoje, a OrganicsNet trás para o amigo leitor um pouco sobre como está acontecendo esse movimento na região sul do país, no Rio Grande do Sul. Entre Opacs e OCs, existem na região vários grupos.

Com relação às Opacs, o estado conta com a Opac Rama, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Mapa). Ela integra 70 famílias de municípios da Região Metropolitana, em especial Porto Alegre e Viamão. A Opac Litoral Norte reúne seis famílias de agricultores associados à Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafit). Ambas têm ação direta da Emater/RS-Ascar na prestação de orientações e Assistência Técnica e Social.

No estado, há ainda A Rede, um núcleo da Rede Ecovida na região de Santa Rosa, com presença marcante dos escritórios municipais da Emater. Existe também a Ecocitros, no Vale do Caí. Esta cooperativa é duplamente certificada: pelo Instituto Brasileiro Biodinâmico (IBD), considerada uma certificação de terceira parte. Para exportação de óleos essenciais; e pela Rede Ecovida de Agroecologia. Para o mercado interno que conta com a Assistência Técnica e Extensão Rural Social pública realizada pela Emater/RS-Ascar, desde sua criação, em 1998. Atualmente, a Rede Ecovida conta com 23 núcleos regionais, abrangendo cerca de 170 municípios. Congrega em torno de 200 grupos de agricultores, 20 ONGs e dez cooperativas de consumidores.

Já a OCSs estão organizadas com a finalidade de garantir a comercialização direta em feiras, para os programas federais de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA). Há no Estado um bom número de OCSs reconhecidas, são organizações de agricultores ecológicos/orgânicos sediadas em Pelotas, Lajeado, Porto Alegre, Soledade entre outros.

“Hoje mais de 50% das OCSs que estão operando passaram pelas mãos dos nossos colegas da Emater.”
(Ari Uriartt, assistente técnico estadual de Agroecologia da Emater/RS-Ascar)

Uriatt cita ainda a OCS Rio Grande Ecológico, de Rio Grande, e a EcoNorte, de São José do Norte. Estas abrangem os pescadores da Ilha dos Marinheiros e do Distrito Povo Novo. Sua produção é comercializada na feira do Produtor do Cassino e também entregue para a merenda escolar.

Há ainda no RS as OCs de Arroio do Meio e de Sapiranga. Estas mantêm visitas periódicas de avaliação de conformidade de produção orgânica. Assim, garantem para os agricultores e principalmente para os consumidores alimentos com a qualidade definida pelas normativas e pelo mercado, cada vez mais exigente.

Produzir de forma ecológica requer conhecimento, dedicação e uma visão da propriedade como um todo. Provoca mudanças de hábitos cotidianos. “Os usos da água e da energia elétrica também passam a ser racionalizados e os alimentos aproveitados de maneira integral.”, observa Ari que destaca ainda: “produzir orgânicos é uma questão de perfil e de compromisso com a qualidade de vida de todos.”

Fonte: EMATER – RS

Para saber mais:

Entenda mais sobre o Sistema de Certificação Participativa – OrganicsNet

Redes participativas impulsionam setor de orgânicos no Brasil – OrganicsNet

Pará registra recorde de produtores orgânicos do Brasil – OrganicsNet