Curiosidades sobre os orgânicos

Saiba mitos e verdades sobre os orgânicos, cada vez mais usados por chefs

Os alimentos orgânicos estão na moda –e não é de hoje–, dispensam agrotóxicos e nascem de um cultivo justo. Mas não são a salvação da lavoura. Para a pesquisadora Magali Monteiro, da Unesp, não dá para generalizar e cravar que o orgânico é melhor que o convencional.

“O orgânico não é a cura de todos os males, é uma opção nutricionalmente tão boa quanto os alimentos convencionais, mas sua produção é sustentável e respeita homem e ambiente. Isso é pouco?”

O que é certo é que o sistema convencional deixa resíduos químicos em “níveis preocupantes para a saúde”, segundo estudo do agrônomo Moacir Darlot, do Instituto Agronômico do Paraná.

BANDEIRA

Na gastronomia, chefs têm levantado a bandeira dos orgânicos de forma cada vez mais ativa. Em um evento na semana passada, por exemplo, José Barattino, do Emiliano, apresentou ao público um de seus fornecedores, a Família Orgânica, na tentativa de estreitar os laços dos consumidores e produtores.

Trata-se de um grupo de pequenos produtores do interior de São Paulo, que respeita a sazonalidade –o que, para Barattino, lhes confere sabor mais característico–, e não usa aditivos químicos.

Já dizia Michael Pollan, autor de “Em Defesa da Comida – Um Manifesto”, que a “segurança alimentar só se tornou um problema nacional depois que a industrialização da cadeia alimentar afrouxou os laços entre os produtores e aqueles que os comem”.

Para a chef Tatiana Cardoso, do Moinho de Pedra, há 20 anos embrenhada no universo desses alimentos que crescem naturalmente, esse, de fato, é um elo importante. Ela, inclusive, inaugura o restaurante Natural com Arte, em Embu, nesta semana, no qual utilizará produtos colhidos de horta e pomar próprios –no máximo, compra isso e aquilo de algum produtor da vizinhança. “Uma agricultura sustentável não se faz hoje sem a participação do consumidor”, diz Tatiana. Algo que esbarra com a clássica frase do norte-americano Wendell Berry: “Comer é um ato agrícola”. Na explicação de Michael Pollan, o que está implícito é que “não nos limitamos a ser consumidores passivos de alimentos, mas somos cocriadores dos sistemas que nos alimentam”.

PARQUES

No começo deste mês, orgânicos foram tema de um seminário na Câmara Municipal de São Paulo, que discutiu ações como a abertura de parques para feiras de produtos sem agrotóxicos. O parque Burle Marx foi o primeiro a integrar o roteiro, desde o fim de 2011. Na mira estão os parques Ibirapuera e Carmo.

CONFIRA

  • • Slide que a Folha de S. Paulo disponibilizou com informações
    sobre alimentos e produtos orgânicos, clique aqui.
  • • Matéria na integra e conheça alguns lugares para degustar da comida orgânica, clique aqui.

Por: Luiza Fecarotta
Fonte:. Folha de S. Paulo – Online

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