FAO e FNDE reforçam parceria para alimentação escolar na América Latina e Caribe

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imagem: Rodney Martins

No último dia 21, reuniram-se o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic e oficiais do FNDE. Dentre eles, o diretor de ações educacionais do FNDE, José Costa Neto e a coordenadora substituta do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Karine Santos.

O encontro foi perpassado pelos resultados dos programas de alimentação escolar já aplicados na região de América Latina e Caribe. Além disso,  foram discutidas novas parcerias de Cooperação Sul-Sul.

O proposta de cooperação tem como foco o direito à alimentação adequada a partir do fortalecimento de políticas públicas de alimentação escolar. A iniciativa foi desenhada a partir de experiências e lições aprendidas pelo Brasil nos 60 anos de execução do PNAE.

 “Vimos que muitos países mudaram suas políticas de alimentação escolar, estimulando também a compra de alimentos da agricultura familiar”, disse Bojanic.

Além do Brasil e da FAO, a iniciativa conta com o envolvimento dos governos de Belize, Costa Rica, El Salvador, Granada, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Paraguai, Peru, Republica Dominicana, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas.

O programa dá apoio técnico para melhorar a qualidade dos programas de alimentação. Da mesma forma, atua para institucionalizar a política pública por meio de legislações sobre o tema. Recentemente, Paraguai, Bolívia e Honduras aprovaram leis de alimentação escolar.

“Atualmente, o paradigma da alimentação escolar sustentável faz parte da agenda política dos países da América Latina e Caribe”, disse Najla Veloso, coordenadora regional do projeto.

O apoio aos países vem sendo oferecido por meio da metodologia Escolas Sustentáveis. Neste, algumas instituições de ensino são selecionadas em conjunto com os governos e a comunidade local construírem programas de alimentação escolar sustentáveis.

Desde 2012, essa metodologia foi implantada em 1.640 centros escolares, contando com a participação de 150.305 crianças. Além disso, foram melhoradas a infraestrutura de 75 cozinhas, 73 dispensas e 53 refeitórios de instituições de ensino.

Fonte: NaçõesUnidas.org

Para saber mais:

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