Fundetec, Tecpar e Biolabore: contrato para certificar produtores orgânicos

Agricultura orgânica no Sitio Catavento, em São Paulo. Foto: Sylvia Wachsner

A busca por uma vida mais saudável vem crescendo a cada dia e junto com ela, os produtos orgânicos ganham destaque. Diante do aumento na procura desses alimentos, a Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico), em parceria com a Biolabore – Cooperativa de Trabalho e Assistência Técnica do Paraná e o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) assinaram um contrato para certificar os pequenos produtores de orgânicos da região.

O projeto é uma grande oportunidade de crescimento para as 40 famílias que receberão o selo “Produto Orgânico do Brasil”, que permitirá a conquista de novos consumidores, incluindo a exportação. “Agora, vamos fortalecer a cooperativa dos pequenos produtores de orgânicos, ampliar o número de associados e assim, ter uma boa estrutura para estocar os produtos e mais tarde colocá-los nos mercados”, destacou o gerente de Divisão de Projetos da Fundetec, Antônio Carlos Baratter.

Para o futuro, o objetivo será levar os alimentos orgânicos até a merenda escolar do município, garantindo uma alimentação ainda mais saudável as crianças.

Metas até a certificação

A Fundetec estabeleceu o projeto para disponibilizar aos produtores capacitação, assessoria técnica, extensão e organização rural, bem como todas as etapas de certificação de produtos orgânicos (de origem vegetal e animal), a pequenos agricultores e agroindústrias cadastradas junto à Secretaria de Agricultura de Cascavel, até que haja a obtenção do certificado.

No prazo de um ano, a Biolabore em conjunto com o Tecpar realizará atividades com os produtores para atingir as metas a seguir:

– Assessorar 40 famílias de pequenos produtores, com foco em atividades de produção, comercialização, segurança alimentar, organização e gestão na produção de produtos orgânicos e derivados;

– Apoiar as ações de infraestrutura e de provimento de recursos para o financiamento produtivo dos beneficiários necessários à estruturação projetada das unidades de produção;

– Desenvolver, juntamente com os beneficiários, sistemas agrícolas integrados, adequados à agricultura familiar e orgânica e que melhorem o desempenho das culturas e das criações de subsistência e daquelas voltadas ao mercado, estimulando a exploração de produtos de alto valor agregado, o uso intensivo de mão-de-obra familiar e a proteção ambiental;

– Capacitar continuamente os agricultores nas tecnologias adequadas relativas aos processos produtivos, à recuperação e conservação dos recursos naturais e ao acesso ao mercado, de forma que entendam e analisem a realidade, agindo sobre ela de forma interativa;

– Implantar e gerir sistemas de informações técnico-econômicas com mecanismos de comunicação adequados aos agricultores e que assegurem a inserção no mercado, em condições de competividade, das famílias e de suas organizações produtivas;

– Assessoria no atendimento a todos os requisitos dispostos em legislações e afins para obtenção de certificação de produtos orgânicos junto aos órgãos competentes;

– Encaminhamento das solicitações de certificação de produtos orgânicos por meio de certificadora credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com posterior assessorias nas adequações necessárias para obtenção da certificação;

O que é orgânico? 

No Brasil, a LEI Nº 10.831 de Dezembro de 2003, considera um produto orgânico, seja ele in natura ou processado, “aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local”.

São alimentos cultivados de maneira totalmente natural, sem a adição de produtos químicos e/ou agrotóxicos. Podem ser alimentos orgânicos: verduras, frutas, sucos, óleos, ovos, carne, vinhos e outros.