Entrevistas com produtores orgânicos

                                              sna green rio 2015

Durante o evento Green Rio 2015, realizado no Jardim Botânico no Rio de Janeiro, o Centro de Inteligência em Orgânicos entrevistou diversos produtores e empresarios do segmento de alimentos orgânicos.  Foram entrevistados o Sr. Pierre Landolt da Fazenda Tamanduá, Willian Rocha da NovoCitrus, Suhai Mahzoub do Café Iranita, Angela Thompson do Sítio do Moinho.

NOVIDADE

Sylvia Wachsner, coordenadora do CI Orgânicos, no Green Rio 2015, atuou como moderadora do painel sobre  o tema “Inovação” no qual Pierre Landolt, proprietário da Fazenda Tamanduá (em Santa Terezinha, Estado da Paraíba) e membro da Academia Nacional de Agricultura da SNA, também trouxe novidades: a Spirulina orgânica, que produz proteínas em quantidade que varia de 60% a 70%; e de muita qualidade, com todos os aminoácidos essenciais em perfeito balanço; além de ser um dos poucos organismos capazes de sintetizar a vitamina B12, de acordo com a coordenadora do CI Orgânicos. “A Spirulina tem sido indicada na alimentação humana e é considerado o alimento do futuro. Ela já tem a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como alternativa alimentar.”

O produto da Fazenda Tamanduá é o único também a contar com o selo do IBD Certificações (Associação de Certificação do Instituto Biodinâmico), organização que desenvolve atividades de certificação de produtos orgânicos e biodinâmicos.

Proprietário da Fazenda Tamanduá e membro da Academia Nacional de Agricultura da SNA, Pierre Landolt, apresentou a Spirulina orgânica, o “alimento do futuro”, durante a Conferência Green Rio 2015. Foto: Divulgação
Proprietário da Fazenda Tamanduá e membro da Academia Nacional de Agricultura da SNA, Pierre Landolt, apresentou a Spirulina orgânica, o “alimento do futuro”, durante a Conferência Green Rio 2015. Foto: Divulgação

O EVENTO

Além do tema “Inovação”, que contou com a participação de Sylvia Wachsner e Pierre Landolt, a Conferência Green Rio 2015 também abordou temas relacionados à “Pesquisa”, com participação da Embrapa Agrobiologia (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio).

As duas instituições apresentaram o Sistema Integrado de Produção de Mudas (SIPM), elaborado em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O programa visa capacitar agricultores familiares fluminenses a produzir mudas orgânicas em estufas de baixo custo.

Ainda no tema “Inovação”, a Fazenda Tamanduá, além de apresentar a Spirulina orgânica, participou como expositora, apresentando seus produtos orgânicos como queijos, mel e arroz vermelho.

Diretor executivo da Korin, Reginaldo Morikawa, que integra a rede do Organicsnet do Centro de Inteligência em Orgânicos da SNA, falou sobre o crescimento deste mercado na Conferência Green Rio 2015. Foto: Divulgação
Diretor executivo da Korin, Reginaldo Morikawa, que integra a rede do Organicsnet do Centro de Inteligência em Orgânicos da SNA, falou sobre o crescimento deste mercado na Conferência Green Rio 2015. Foto: Divulgação

Sobre “Mercado”, o diretor executivo da Korin, Reginaldo Morikawa, que integra a rede do Organicsnet do Centro de Inteligência em Orgânicos da SNA, falou sobre o crescimento deste mercado. A Korin é uma das maiores empresas brasileiras certificadas para este tipo de produção.

Um dos objetivos de sua participação foi tornar a companhia mais popular fora do eixo Rio-São Paulo e consolidar a marca como a maior empresa de produtos orgânicos, naturais e sustentáveis do mercado.

Ainda sobre “Mercado”, Maria Fernanda Rizzo, fundadora do Empório da Papinha – rede de lojas de papinhas orgânicas que também oferece alguns pratos para adultos – mostrou os bons resultados da empresa, que faturou R$ 1,1 milhão no ano passado.

Maria Fernanda Rizzo, da Empório Papinha, transformou papinhas orgânicas feitas em casa em um negócio lucrativo: R$ 1,1 milhão somente em 2014. Foto: Divulgação
Maria Fernanda Rizzo, da Empório Papinha, transformou papinhas orgânicas feitas em casa em um negócio lucrativo: R$ 1,1 milhão somente em 2014. Foto: Divulgação

Quando decidiu abrir o negócio, Maria Fernanda identificou uma oportunidade para produzir, para fora, as papinhas orgânicas que fazia em casa. Hoje, sua empresa produz  mais de 30 mil refeições por mês, que são vendidas em 40 estabelecimentos comerciais no Brasil.

Confira o vídeo com as entrevistas com o os Srs. Pierre Landolt da Fazenda Tamanduá, Willian Rocha da NovoCitrus, Suhai Mahzoub do Café Iranita, Angela Thompson do Sítio do Moinho. 

https://www.youtube.com/watch?v=KfJN1l9nKC4

Por equipe SNA/RJ