Guia de Agrofloresta na Mata Atlântica – Experiências em Mosaicos de Unidade de Conservação

A prática dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) na Mata Atlântica brasileira tem ganhado escala e reconhecimento nas últimas décadas, tanto como um sistema de produção agropecuária quanto para restauração ecológica e recuperação de áreas degradadas.

Esse modelo, que vem sendo praticado há milhares de anos por comunidades tradicionais, povos indígenas e pela agricultura familiar, tem despertado a atenção de técnicos, pesquisadores e interessados nos benefícios ambientais, sociais e econômicos desses sistemas e suas diferentes possibilidades de interações entre humanos, componentes vegetais e animais.

Aliando oportunidade de geração de renda com serviços ambientais, diferentes incentivos para os SAFs surgiram ao longo do tempo, com intuito de unir as principais vantagens de promoção socioeconômica de agricultores com a redução dos custos de produção. Outros objetivos importantes a serem considerados são a inserção dos produtos em mercados competitivos e a contribuição para a segurança alimentar e nutricional das populações locais.

Os diversos tipos de SAFs, desde os mais simplificados aos altamente complexos, auxiliam produtores e produtoras a implementarem soluções para a conservação ambiental ao mesmo tempo em que incorporam árvores às paisagens agrícolas.

Este guia está dividido em três partes principais, sendo que a primeira concentra-se em descrever os benefícios e vantagens do SAFs, explorando conceitos amplos sobre o que são esses sistemas e justificativas para sua implantação na Mata Atlântica.

A segunda parte traz modelos de SAFs, produtos e experiências agroflorestais em três regiões que são mosaicos de Unidade de Conservação da Mata Atlântica: Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia (MAPES), Mosaico Central Fluminense (MCF), no Rio de Janeiro, e Mosaico Lagamar, no sul do estado de São Paulo e litoral do Paraná.

A terceira parte aprofunda aspectos técnicos e apresenta uma tabela de espécies consideradas importantes para SAFs nas três regiões, questões legais (principais leis federais e as resoluções nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná), além de uma síntese de fontes e referências bibliográficas para saber mais sobre as agroflorestas.

A difusão e ampliação do conhecimento sobre os SAFs é a chave para dar escala a esses sistemas resilientes que tanto podem contribuir para as várias crises atuais. Desejamos que os frutos deste trabalho sejam colhidos a curto e longo prazo, fortalecendo as ações em curso, incentivando a adoção dos SAFs e orientando agricultoras e agricultores, técnicos e tomadores de decisão.

Esperamos que este guia possa servir como ferramenta de apoio e para estimular novas iniciativas de agroflorestas na Mata Atlântica brasileira. Acreditamos no grande potencial dos SAFs para gerar desenvolvimento local ao mesmo tempo em que contribuem para captar carbono, conservar biodiversidade e recursos hídricos. O mundo precisa e aqui mostramos como é possível fazer.

Clique na imagem abaixo e confira publicação na íntegra:

 

Fonte: Sistemas Agroflorestais na Mata Atlântica (SiAMA)/Agroicone/Iniciativa Verde