Idec lança campanha para incentivar consumo de orgânicos

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O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) lançou neste mês a campanha “+ Orgânicos”, que tem o objetivo de promover o consumo desses alimentos no Brasil. A pesquisadora em consumo sustentável do Idec, Renata Amaral, explica a importância da ação do instituto. “Lançamos essa campanha para que os consumidores consigam entender a diferença dos alimentos orgânicos e os prejuízos dos alimentos convencionais que são cultivados com agrotóxicos e fertilizantes.”

Segundo a pesquisadora, o Brasil é o maior utilizador de agrotóxicos no mundo. “No país, cada pessoa consome sete litros de agrotóxico por ano.” Entretanto, os consumidores dos produtos orgânicos esbarram nos preços, que podem chegar a 400% mais nos supermercados. “Para driblar o preço, a gente tenta procurar canais de vendas que tenham poucos intermediários, preferencialmente, direto do produtor. É mais prático visitar as feiras orgânicas, onde se compra do produtor.”

Renata conta que o número de consumidores de produtos orgânicos aumentou, por conta da preocupação com a alimentação. “Temos bastante médicos e nutricionistas que recomendam a alimentação mais saudável, incluindo os orgânicos. O próprio guia alimentar do Ministério da Saúde recém-lançado diz para procurarem os produtos in natura, de preferência orgânicos.”

Para a pesquisadora, o poder público pode incentivar mais esse modelo de alimentação. Ele cita a cidade de São Paulo como exemplo. “O poder público pode incentivar a produção orgânica no seu município com políticas públicas, na transição agroecológica para os produtores que querem produzir o alimento orgânico. Pode até fazer como a prefeitura de São Paulo, que fez a Lei da Merenda Orgânica, que obriga a compra de alimentos orgânicos para a alimentação escolar, que é um passo muito grande para a demanda.”

Para auxiliar o consumidor, o Idec possui um mapa com as localizações das feiras orgânicas, grupos de consumo, produtores e cooperativas que vendem diretamente ao consumidor.

16.10.2015 – fonte: Rede Brasil Atual