IFOAM debate futuro do mercado orgânico na Europa

Representantes do setor de alimentos orgânicos da União Européia (UE) reuniram-se na segunda edição da IFOAM EU Group, uma conferência  sobre produção de alimentos orgânicos e desempenho ambiental. Organizado pela International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM),  o encontro realizado em Frankfurt, Alemanha, nos dias 26 e 27 de novembro deste ano, serviu para discutir o futuro da produção, levando em conta aspectos como sustentabilidade, qualidade e integridade. Além de revelar a necessidade de novas regulamentações envolvendo o processo de produção.

Mais de 80 participantes de 15 países avaliaram a possibilidade de desenvolvimento de distribuidores orgânicos que tenham total responsabilidade sobre todo o processo de produção. “As regras de processamento orgânicos no EU Organic Regulation (regulamentação da União Européia específica sobre produção de orgânicos) precisam ser adaptadas às necessidades de um mercado em rápido crescimento e mudança”, disse Alexandre Beck, diretor executivo da Aoel, associação alemã de fabricantes de alimentos orgânicos.

Bavo van den Idsert, vice presidente da IFOAM EU (Federação Internacional dos Movimentos da Agricultura Orgânica), alerta para a importância da legislação no processo de facilitação do mercado internacional de alimentos orgânicos e cita o exemplo em que  stados Unidos e União Européia assinaram um acordo estabelecendo padrões de equivalência.  “O setor orgânico está esperando um crescimento estável do mercado e está constantemente trabalhando para fazer valer a sua integridade e sustentabilidade, qualidade, credibilidade e segurança. A legislação deve facilitar este processo e não dificultar ainda mais o desenvolvimento”,  acrescentou Idsert.

No encontro também debateram a questão da integridade. “Há uma necessidade de aumentar a qualidade e a harmonização do controle, tanto da UE, quanto dos produtos importados. Mas, melhorias no sistema de controle devem ser feitas com cuidado, sem que encargos desnecessários sejam impostos aos produtores orgânicos”, disse Andrzej Szeremeta, coordenador de legislação alimentar.

Fonte: Organic-Market.Info

Para saber mais informações acesse (em inglês): IFOAM

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