India: analise do algodão orgânico e geneticamente modificado

Algodão, foto FiBL
Algodão, foto FiBL

Em Índia, o algodão geneticamente modificado, que cobre 99% da área em produção  é cultivado principalmente por pequenos agricultores. A produção de algodão orgânico é muito pequena, de acordo com estatísticas do Instituto de Pesquisa, FiBL, correspondendo o volume a 0,6% de toda a produção de algodão. Desde 2007, os pesquisadores FiBL analisam a produção de algodão orgânico e sua rentabilidade. O algodão é o cultivo de fibra mais importante na produção têxtil, altamente intensivo no uso de pesticidas e irrigação.

A pesquisa realizada durante alguns anos, na Índia, mostrou que a produção de algodão orgânico pode ser rentável, apesar dos rendimentos mais baixos. No período de observação, 2007-2010, a produção de algodão orgânico fora, em média, 14% menor em comparação com a do algodão convencional. No entanto, em termos econômicos os sistemas orgânicos estiveram à par com os convencionais: após a dedução dos 38% custos de produção mais baixos, o agricultor orgânico ficou no bolso como  valores similares ao do produtor convencional. Assim, o algodão orgânico pode ser produzido com menor investimento de capital, significando  redução  na dependência de empréstimos e o risco da dívida. A produção de  algodão convencional é mais cara devido aos  elevados custos com fertilizantes químicos, pesticidas e sementes geneticamente modificadas.

O estudo foi realizado no âmbito do projeto do Sistema de comparação nos Trópicos (Syscom ),  financiado pela Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação (SDC ), o Serviço Liechtenstein Desenvolvimento (LED), o Fundo de Sustentabilidade Coop e a Fundação Biovision para o desenvolvimento ecológico.

Além da Índia, outros locais que estão sendo analisados ficam na Bolívia e no Quênia. Syscom  tem como objetivo fornecer dados sólidos e científicos  sobre os potenciais benefícios e limitações da agricultura orgânica nos trópicos, que ajudem no  discurso  racional sobre a agricultura orgânica no Sul.

fonte: FiBL

Share your thoughts