Índia Quer Desenvolvimento Verde

Após a reunião do clima da ONU em Tianjin, na China, o ministro indiano do ambiente, Jairam Ramesh, disse que o alto crescimento econômico do país não pode ser aliado a um rápido aumento nas emissões de carbono – num momento em que o país se torna o terceiro maior emissor, atrás da China e dos Estados Unidos.

Apesar das emissões per capita da Índia ser ainda baixas, a demanda por energia cresce. Isso ocorre por causa da classe média, que passou a comprar mais carros, TVs e casas. Grande parte desta energia ainda vem de petróleo e carvão, principais fontes de dióxido de carbono no aquecimento global.

Ramesh disse que o enriquecimento do país não pode acontecer às custas do ambiente. “Nós vamos, unilateral e voluntariamente, caminhar para um padrão de baixo carbono. Não podemos ter um crescimento do PIB de 8% a 9% com emissões altas”. Após ter passado bem pela crise financeira global, a Índia mira um crescimento de 10% ao ano para os próximos anos.

“Somos hoje o terceiro maior emissor de gases estufa do mundo. A China responde por 23%, os EUA com 22% e a Índia com 5%”, afirmou ele.

Em janeiro, o primeiro-ministro, Manmohan Singh, convocou um painel para apontar o caminho para uma economia mais verde, e os resultados do estudo devem ficar prontos no final do ano. Embora a Índia esteja identificando fontes alternativas de energia viáveis, como a solar, o carvão permanece como espinha dorsal num país onde 1.1 bilhão de pessoas não têm acesso à eletricidade.

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