“Manter os valores de uma empresa:” entrega de orgânicos.

foto: site empresa

A trajetória da Raizs, da empresa na garagem de casa aos investimentos milionários, é uma historia brasileira.  Criada por Tomás Abrahão comercializa, desde 2016, alimentos orgânicos por meio de assinaturas e cestas avulsas online. São 30 mil compradores, do quais cerca de 13 mil são assinantes que recebem orgânicos, no domicilio semanal  ou quinzenalmente. Tomás afirma que a partir da  pandemia o número de consumidores triplicou conta com um centro de distribuição com 4 mil metros quadrados. Os 900 produtores seguem a requisitos como não usar agrotóxicos e ter produções sustentáveis, certificadas.

Abrahão montou seu empreendimento no promisor mercado da alimentação consciente.  “De início, eu errei mais do que acertei”, diz. No começo esperava atender consumidores das periferias de São Paulo, como Paraisópolis e Heliópolis. Acordava cedo,  ia de carro até os produtores enquanto tentava formatar o negócio. “Tinha dia que queimava a produção, o meu carro quebrava”, diz

O “pulo do gato” da Raízs, defende Tomás, foi vender diretamente para o consumidor e driblar os custos da venda no supermercado, como distribuidores, transportes e a comissão do próprio estabelecimento. Outra estratégia foi desenvolver o próprio setor de logística e tecnologia para as entregas e distribuição. Somos uma “foodtech”indica, uma empresa de tecnologia e não produtora de alimentos.  Assegura que vende 25% em média mais barato do que no supermercado e os pequenos agricultores, recebem 22% a mais, indica.  Além da capital paulista, está presente na Baixada Santista, Litoral Norte e cidades do interior, como Campinas e Ribeirão Preto.

Segundo a revista “Forbes”, uma rodada de apresentação da Raízs para investidores levantou investimentos na casa dos R$ 10 milhões no início de 2020. Neste ano, a empresa também foi contratada pela Prefeitura de São Paulo em um edital no valor de R$ 2 milhões para a entrega de alimentos orgânicos por seis meses a populações vulneráveis nas periferias, como idosos. Há também um fundo de investimento da empresa em que o valor afirma ser decidido pelos próprios agricultores. “Crescer é lindo, mas dói. É difícil manter os valores de uma empresa e seus valores sociais enquanto cresce”, diz sobre os desafios que enfrenta para continuar com um modelo de negócio justo para todas as partes

Leia a noticia completa: fonte: Ecoa-UOL