PI: Cajuína ganha versão orgânica

Cajuína ganha versão orgânica em fábrica piauiense e preço sobe 20%

Cajuína foi destaque em matéria no programa “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”

A cajuína é bastante consumida no Piauí, muitos no estado aprovaram a cajuína orgânica

A cajuína piauiense foi destaque em matéria exibida no programa “Pequenas Empresas, Grandes Negócios” deste domingo, dia 29, na Rede Globo de Televisão. A cajuína, a bebida mais popular do Piauí, ganha agora uma versão orgânica. O suco bem leve de caju, com muitos nutrientes, começa agora a fazer sucesso no resto do país.

A bebida não é um refrigerante. Ela não tem gás. É um suco de caju mais leve, porque é feita sem o tanino: é o tanino que deixa aquela sensação de “garganta travada”. No Piauí, a população comemora a safra do caju. A castanha é vendida para o mundo inteiro e o fruto é usado para produzir a bebida mais popular da região – a cajuína – 400 fábricas fazem 4 milhões de garrafas por ano.

Só uma produz cajuína orgânica. É a empresa do engenheiro agrônomo Josenilto Lacerda Vasconcelos. “A cajuína tem um índice de aprovação de mais de 80% para quem prova pela primeira vez. E pelas qualidades nutricionais. Nós estamos caminhando para uma época de valorização dos alimentos funcionais. E a cajuína é um alimento que se enquadra perfeitamente dentro desse conceito”, avalia o empresário.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) atende a 70 empresas rurais. Elas foram capacitadas em gestão e qualidade. “O Sebrae está buscando dar esse apoio através de consultorias, cursos, treinamentos, organização dos produtores, onde principalmente buscamos trabalhar a questão de fortalecer as cooperativas, a união dos produtores, para que eles possam ter um ganho maior através da redução de custos e de acesso a mercado”, disse Élcio de Lima Nunes, do Sebrae de Parnaíba.

A fábrica de bebidas participa do projeto de fruticultura do Piauí. “O Sebrae incentiva a certificação, incentiva produtos nobres como no caso da cajuína, (…) que tem a cara do Piauí. E dentro desse trabalho nós também trabalhamos a questão da indicação geográfica, para todo o Piauí, que esse vai ser o grande diferencial da nossa cajuína em todo Piauí”, diz o especialista.

Para conquistar os consumidores, o empresário foi atrás da fórmula perfeita. Ele fez vários testes – e alcançou o melhor sabor com a mistura de três espécies de caju. “Ela dá um sabor específico. Um sabor bem característico da nossa cajuína em relação à cajuína de outras regiões”, diz o empresário Vasconcelos. “Fica um sabor mais leve, na verdade. Um sabor mais delicado. Essa é a diferença da nossa cajuína em relação a outras marcas.”

Preparar essa mistura dá algum trabalho. As frutas são colocadas em um tanque. Uma solução de água clorada elimina fungos e bactérias. Na linha de produção, o caju é triturado e filtrado. Depois, é só encher as garrafas.
Em um tacho, a cajuína chega ainda transparente. A temperatura da água é de cem graus. O calor carameliza a frutose – que é o açúcar da fruta. Depois de 150 minutos, a bebida fica amarela. E está pronta para o consumo. O processo inteiro de produção leva apenas seis horas. Isso garante uma cajuína com alto teor de vitamina C.

“A cajuína tem cinco vezes mais vitamina C do que um suco de laranja, por exemplo. Um copo de cajuína supre a necessidade diária de vitamina C de um adulto em duas vezes e meia, além de cálcio, fósforo, ferro e outros nutrientes que existem em quantidade menor”, diz o empresário.

As qualidades agregam valor ao produto. E, com a certificação orgânica, subsidiada pelo Sebrae, o preço da cajuína aumenta 20%. “A partir do momento em que você se propõe a certificar um produto, você está buscando a qualidade, você está mostrando realmente que tem que atender a padrões. E esses padrões vão levar à qualidade que o público hoje está exigindo, que o mercado está exigindo”, afirma Nunes, do Sebrae.

A fábrica produz 40 mil litros da bebida por ano. O Sebrae leva a cajuína para feiras no Brasil e até no exterior, mas a maior parte da comercialização ainda é feita no Piauí, em 2.500 pontos de venda. Nas praias, só dá ela – a cajuína. “Sempre que eu saio, eu peço sempre uma cajuína para acompanhar uma refeição, numa praia, to sempre tomando”, diz Reginaldo Trindade, consumidor.

Fonte. : ClicaPiauí.com

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