Produtores apostam em ovo orgânico com casca mais resistente

Foto: CPT
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 Agricultores de União da Vitória, na região sul do Paraná, decidiram apostar em uma criação diferenciada das galinhas para a produção de ovos orgânicos. Diferentes dos tradicionais, esses ovos podem cair ou até mesmo ser lançados que a casca não quebra. “Quebrar é difícil. Pode jogar longe, 20 metros, que eu garanto que não vai quebrar. É um produto que tem mais resistência, mais estrutura de minerais na casca e isso significa uma melhor qualidade para transporte, para armazenamento, para durabilidade”, explicou José de Carvalho que é especialista em Agroecologia.

 Esse diferencial representa maior lucratividade para o produtor. Enquanto a dúzia do ovo tradicional é vendida por cerca de R$ 3,00 no estado, a do orgânico é comercializada por R$ 5,00. O ovo orgânico já faz parte do cardápio da merenda escolar em União da Vitória, porém, para chegar às gôndolas de supermercados ainda é necessária uma autorização do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), que é o órgão fiscalizador que responde ao Ministério da Agricultura.

 “Ao produtor orgânico, é feito um rol de exigências bastante grande que tem que ser cumprido. Toda a legislação ambiental, qualidade da água, qualidade da propriedade, administração dos resíduos que podem ser produzidos na propriedade”, citou Carvalho.

 A família do agricultor Pedro Wrubleski foi uma das que aderiu ao ovo orgânico. A propriedade tem 240 galinhas, e são colhidos 13 ovos orgânicos por dia. O resultado, por enquanto, ainda é considerado pequeno, mas agrada.

 As galinhas têm horas de descanso, recebem uma comida especial e, além disso, ser soltas no pasto todos os dias.“Só nos dias de chuva que não. E elas sabem bem certinho aonde elas precisam ir, o bicho é espertinho”, brincou o agricultor. Para implantar a produção orgânica de ovos, Pedro precisou fazer adequações na propriedade. Nos 10 mil metros quadrados, foram montados piquetes com pasto composto por milheiro e soja – tudo protegido por mato e sem a utilização de agrotóxicos.

Há ainda o monitoramento de uma agrônoma. “A minha propriedade é 100% orgânica. A produção principal é uva, feijão, mel e agora as galinhas orgânicas”.

 Clique aqui, e assista a reportagem.

Fonte: G1

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