Regulamentos aprovados nos EUA prejudicam ecossistema

Foto: Living Max Well

 O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) está finalizando os regulamentos orgânicos de produção aquícola, com base nas recomendações do Conselho Nacional de Padrões Orgânicos (NOSB).

 O que está sendo proposto (inclusive permitindo psicultura baseada no oceano, uso de peixes selvagens,farinha ou óleo), é uma ideia horrível. Traz prejuízos ao ecossistema e denigre a integridade do selo orgânico.

 Em um relatório chamado Ocean-Based Fish Farming and Organic Don’t Mix, o Centro de Segurança Alimentar americano (CFS) descreve os principais motivos pelos quais os regulamentos propostos são falhos e como a psicultura baseada no oceano é incompatível com os padrões orgânicos. Dentre os pontos principais, estão:

 > As fazendas de peixes no mar poluem o meio marinho, causando alterações nos níveis de oxigênio e criando zonas mortas. Ao descarregarem poluentes, estes afundam e reduzem a população de plantas e animais.

 > Representam riscos para as espécies selvagens e ecossistemas aquáticos. Atraídos por fezes e alimentos não consumidos que fluem para fora das fazendas, peixes selvagens sereúnem nas proximidades de grandes números. Isto não só altera o seu comportamento alimentar, mas também expõe o peixe selvagem a doenças e parasitas que se reproduzem dentro dos limites dessas fazendas.

 As fazendas de peixes no mar não impedem fugas. Dessa forma, os peixes que fogem prejudicam o ecossistema através da disseminação de parasitas e patógenos. A doença se desenvolve nas gaiolas marinhas e acaba proliferando-se.

 As fazendas de peixes no mar não podem ser consideradas orgânicas. A água do mar flui regularmente dentro e fora das explorações piscícolas, levando consigo substâncias desconhecidas, alguns dos quais são sintéticos e proibidos por lei na produção orgânica.

 Criação de peixes migratórios não deve ser orgânica, independentemente do tipo de sistema em que são criados. Isso porque seu confinamento em fazendas de peixes reduziria sua necessidade biológica de nadar longas distâncias, criando stress. Algumas espécies migratórias como o salmão, necessitam da migração entre água doce e do mar durante várias etapas da vida, o que não é possível durante o confinamento.

 Quando se trata de viveiro para peixes, o Centro de Segurança Alimentar americano acredita que em circuito fechado em terra, a recirculação do sistema orgânico seria possível. No entanto, a instituição recomenda a obrigatoriedade de testes de campo para garantir que os critérios operacionais para diferentes tipos de explorações terrestres possam atender aos altos padrões exigidos pela Lei de Produção de Alimentos Orgânicos.

 A opinião do colunista:

 Há peixe orgânico em um restaurante ou mercado, isto é compreensível. Este peixe certamente foi certificado no exterior, não nos EUA, pois não são reconhecidos como orgânicos no país. No entanto, se em breve o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) permitirem peixes orgânicos certificados, os regulamentos deverão incluir: uma fazenda orgânica com alimentos biológicos, sem pesticidas ou produtos químicos, promoção da biodiversidade, etc.

 O que é controverso é o fato de que o Conselho Nacional de Padrões Orgânicos dos Estados Unidos (NOSB), toma cada vez mais medidas que enfraquecem a integridade do selo orgânico. Esta é uma indústria que deve ser protegida a todo custo, em vez de permitir padrões desse tipo.

Caso você também seja contra, assine a petição para que o Conselho Nacional de Padrões Orgânicos não aprove esse tipo de pscicultura: http://goo.gl/MRNj7m

Fonte: Living Max Well

 

 

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