Sebrae/RJ apoia certificação de Produtos Orgânicos

Inicialmente, 23 unidades da região de Nova Friburgo serão inspecionadas pela empresa Ecocert Brasil, que fará a avaliação da conformidade orgânica nas produções. O Sebrae/RJ subsidiará 70% dos custos da certificação, o que permitirá que os produtores possam se adequar à nova legislação.

Até 2010, os cerca de 15 mil agricultores de orgânicos do Brasil terão que adotar diversos critérios em sua produção, incluindo armazenamento, rotulagem, transporte, certificação, comercialização e fiscalização dos produtos. Para auxiliar os agricultores fluminenses na adequação da produção, o Sebrae/RJ desenvolveu um programa específico, que inclui também ações visando ao acesso a mercado, tecnologia e gestão de negócios.
Para isso, a entidade fez um mapeamento em cinco pólos agrícolas do Estado, que resultou na seleção do grupo de agricultores que já estavam aptos a solicitar o selo. O valor da visita técnica será rateado pelo grupo e o Sebrae/RJ oferecerá ajuda em infra-estrutura, que corresponde a 70% dos custos totais. A estimativa é que, com a certificação, o grupo amplie em 40% o número atual de produtores de alimentos orgânicos certificados em todo o Rio. E isso se refletirá num maior aumento de consumo e queda nos preços.

A nova lei se baseou em diretrizes do Codex Alimentarius, adotada nos países da União Europeia, Japão e Estados Unidos e facilitará as relações comerciais com essas localidades. Também definiu regras claras para o setor e permitiu a criação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – composto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), órgãos de fiscalização dos estados e organismos de avaliação da conformidade orgânica. Quem sai ganhando com tudo isso são os consumidores locais, que têm garantias e facilidade de identificação ao comprar um produto orgânico.

A Ecocert Brasil é um dos organismos de avaliação de conformidade orgânica habilitadoss pelo MAPA. A empresa venceu um edital do Sebrae/RJ para a certificação das propriedades fluminenses, cujas áreas de cultivo têm pequenas extensões e, por isso, são mais adequadas à cultura de orgânicos, que não é uma produção de escala, mas de valor agregado.

fonte: Agência Sebrae de Notícias

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